As Defesas Civis do Alto Tietê monitoram 146 áreas de risco na região. De acordo com os órgãos, os trabalhos são intensificados durante o período de chuvas. Serviços de limpeza de bueiros, valas e rios também são realizados para prevenir enchentes.
Em Suzano, atualmente, há 44 áreas de risco. O último levantamento da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação aponta que 52,1 mil pessoas vivem nestas áreas. De acordo com a Prefeitura, o monitoramento é realizado pela Defesa Civil de forma constante ao longo do ano, atuando em caso de necessidade.
O Executivo ressalta que este trabalho ganha um reforço durante o período de chuvas, entre dezembro e março, quando é executada a Operação Verão. A ação é um planejamento de contingência integrado que envolve todas as áreas da administração municipal e visa ampliar os trabalhos preventivos para conter eventos naturais, como deslizamentos, enchentes e alagamentos, por exemplo.
“Nossas equipes estão sempre nas ruas fazendo esse monitoramento nas áreas de risco, principalmente durante o Plano Verão. Também nos empenhamos com as turmas do Núcleo de Apoio da Defesa Civil (Nupdec), que desde 2018 já formou cerca de 130 pessoas para que saibam como agir em momentos de crise e de eventos naturais. É um modelo exitoso do município, inclusive adotado como referência pelo governo do Estado”, destacou o diretor da Defesa Civil de Suzano, Antônio Wenzler.
A Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos também destacou que promove trabalhos de limpeza de valas de drenagem, desobstrução de bueiros e desassoreamento de rios e córregos rotineiramente.
Por outro lado, Poá conta com 19 áreas de riscos. Segundo a Prefeitura, moram aproximadamente 1.396 famílias nestes locais. O coordenador da Defesa Civil de Poá, José Ferreira de Souza, reforçou que a pasta faz o monitoramento diário dessas áreas. “Nessa época de chuvas os trabalhos aumentam visando a prevenção nas áreas sujeitas a deslizamentos, orientando as famílias como se comportar e o que fazer em caso de incidente", comenta.
Em Mogi das Cruzes, a Secretaria de Segurança informou que existem 12 áreas com risco de deslizamento. Segundo a pasta, estão localizadas nas regiões do Jardim São Paulo, do Botujuru, do Residencial Itapeti, do Jardim Margarida, do Mogi Moderno, do Jardim Aeroporto, do Jardim Planalto, do Conjunto do Bosque, do Jardim São Pedro, do Jardim Rodeio, do Jardim Universo e do Jardim Mogi. A cidade também conta com 14 áreas com risco de inundação, que ocorre quando há o risco de um curso d'água extravasar o leito.
Eles ficam nas regiões do Jardim Náutico, do Botujuru, de Sabaúna, de Cezar de Souza, da Chácara Guanabara, do Jardim Piatã, do Jardim Santos Dumont, do Jardim Aeroporto, do Jardim Layr, de Jundiapeba, do Centro, da Vila Oliveira, do Mogi Moderno e da Vila Natal. A Secretaria de Segurança esclareceu que todas essas áreas são monitoradas periodicamente pela Defesa Civil durante todo o ano e os moradores são orientados. “Este trabalho é intensificado durante a Operação Verão”, informou por meio de nota.
Ferraz de Vasconcelos, por vez, conta com 26 áreas de risco. De acordo com a Defesa Civil, cerca de 150 famílias moram nestas áreas. O órgão municipal disse que percorre diariamente os locais e monitora a situação dos córregos e das áreas mais problemáticas. O coordenador da Defesa Civil de Ferraz de Vasconcelos, Osvaldo Xisto, explica que neste período o mais preocupante é o solo encharcado. Segundo ele, facilita o deslizamento de terras, por isso, a atenção é redobrada.
Já em Itaquaquecetuba a Defesa Civil monitora 31 áreas de risco. O órgão municipal realiza a vistoria in loco, acompanha a previsão meteorológica para efetivar o alerta em casos necessários. O coordenador da Defesa Civil de Itaquá, Anderson Marchiori, disse que a pasta atualizou o seu Plano de Contingência e, com isso, as ações tornam-se mais eficientes para prestar apoio à população. “Realizamos monitoramentos constantes para evitar maiores estragos", concluiu.