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Região

‘Missa Azul’ em prol dos autistas surge como projeto inovador no Alto Tietê

Com foco nas pessoas que sofrem do espectro autista e seus familiares, a cerimônia teve adesão surpreendente, e ganhará novas edições mensalmente

05 fevereiro 2022 - 22h00 Por da Região
Um projeto inovador e bastante importante em prol dos autistas surge na região. Trata-se da “Missa Azul”. A primeira foi realizada em Itaquaquecetuba, em janeiro. Reuniu cerca de 250 pessoas na Paróquia Santos Apóstolos. Com foco nas pessoas que sofrem do espectro autista e seus familiares, a cerimônia teve adesão surpreendente, e ganhará novas edições mensalmente.
 
De acordo com a advogada Andréa Dul, uma das organizadoras da missa feita na Rua Capela do Alto, 86 - Vila Virgínia, pelo menos 50 famílias foram ao local. Com isso, a ideia é que esse número aumente para as próximas cerimônias.
 
“A missa foi maravilhosa. Se reuniram cerca de 50 famílias, uma média de 200 a 250 pessoas. Não estávamos esperando toda essa recepção. A adesão foi maciça, tanto que o padre se comprometeu a fazer essa missa mensalmente, e será amplamente divulgada para que mais famílias possam ter a oportunidade de ir”, conta.
 
Entre os detalhes, ela destaca que a cerimônia foi criada justamente para dar maior tranquilidade aos familiares de pessoas que sofrem do espectro autista, já que passou por um importante processo de adaptação.
 
“A diferença da missa tradicional e a missa azul é que ela foi totalmente adaptada, especialmente na parte do som. Todo tipo de ruído e barulho foi retirado para não desencadear uma crise nessas pessoas”, explica.
 
Para além da importância em acolher as famílias, a advogada também lembra que as mudanças foram importantes para proporcionar três batismos, programados para ocorrer na próxima semana.
 
“São mães de crianças que gostariam de já ter batizado seus filhos, mas pelo simples fato do fato não estar adequado àquele ambiente, não conseguiram fazer”, disse.
 
A adaptação por meio de uma específica, significa também a abertura de portas para um recorte importante na população, inclusive quando se trata de inclusão. Segundo a advogada, a luta pela causa começou há pelo menos 12 anos, quando sua filha recebeu o diagnóstico de autismo.
 
De lá até aqui, Andrea viu de perto a exclusão social com sua filha. Matriculada em uma escola, a pequena Andressa “foi convidada” a se retirar da unidade de ensino, após a professora alegar que não havia capacidade de acolhê-la com outros 25 alunos.
 
“Eu fui obrigada a me socorrer no Poder Judiciário, mesmo sendo advogada, garantindo o direito de que ela continuasse estudando na escola, com direito a um professor auxiliar e individual por tempo integral. É um direito que é garantido pela lei do autismo”, conta.

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