Pelo menos 25.165 lojas comerciais estão espalhadas pelo Alto Tietê. Os dados, referentes a Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, foram divulgados pelas associações comerciais. A expectativa é de que o número de estabelecimentos cresça até o fim deste ano.
Em Suzano, a Associação Comercial e Empresarial (ACE) informou que, hoje, há 9.665 empresas abertas no comércio da cidade, sendo 6.472 MEIs e 3.619 MEs.
Segundo o presidente da ACE de Suzano, Rodrigo Guarizo, com o período de retomada da economia com as atividades presenciais em todos os setores, o comércio tem chance de se desenvolver. “É possível que surjam novos empreendimentos nos quatro cantos de nossa cidade”, destaca.
Para Rodrigo, Suzano tem despertado o interesse de investidores. “Podemos notar diversos novos empreendimentos, no meio de condomínios residenciais e, também, de estabelecimentos comerciais em todos os segmentos de atuação. Outro ponto que notamos é a descentralização deste crescimento para os bairros, o que abre mais espaços para novos comércios e oportunidades”, explica. A expectativa da ACE é de que o meio empreendedor e de negócios na cidade se fortaleça.
“É fundamental para o desenvolvimento da economia suzanense. Com maior variedade de lojas e de prestadoras de serviços, há maior consumo nos estabelecimentos locais, o que promove grandes avanços para todo o município”, frisou Rodrigo.
Região
A presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Fádua Sleiman, disse que o comércio é um dos principais setores econômicos de Mogi e região. Segundo a Prefeitura de Mogi, em fevereiro, o número de estabelecimentos comerciais estava em cerca de 8,5 mil.
“A pandemia de Covid-19 trouxe desafios para os comerciantes e infelizmente, alguns estabelecimentos não resistiram aos impactos e fecharam as portas no período. No entanto, tivemos a criação de outros negócios desenvolvidos para atender as demandas que surgiram, incluindo o segmento de alimentação”, afirmou.
Ela ainda comentou que pessoas que perderam o emprego em decorrência da crise sanitária passaram a empreender e, agora, parte delas se formalizou e amplia o negócio. “Ainda estamos em processo de recuperação. A expectativa é que com a melhora da economia novos negócios surjam, gerando emprego, renda e impostos para a cidade"
.
Em Itaquaquecetuba, a Associação Comercial Industrial Agrícola informou que existem mais de 7 mil lojas comerciais na cidade. O presidente da associação, Luciano Dávila, comentou que o número de estabelecimentos aumentou mais de 20% em relação ao ano anterior. Ele ainda disse que a abertura de novas lojas vai depender da situação da pandemia. “É uma surpresa. Não sabemos o que vai acontecer, principalmente porque podemos estar em uma quarta onda da Covid-19. Existe a preocupação. Torcemos para continuar melhorando”.
O DS também procurou a Associação Comercial e Industrial de Poá (Acip) e a Associação Comercial e Industrial de Ferraz de Vasconcelos para comentarem sobre o assunto, mas até o fechamento da reportagem não houve resposta.