A Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê manifestou “profunda preocupação” com o decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de taxação de 50% aos produtores brasileiros.
Segundo o Ciesp, a postura equivocada “tem causado prejuízos concretos e imediatos às nossas relações comerciais, afetando diretamente as forças produtivas, os trabalhadores e toda a sociedade”.
“Faltam argumentos concretos em favor dos EUA para uma tarifa de 50% nas importações do Brasil”.
De acordo com o Ciesp, “não procede a justificativa do presidente estadunidense sobre a balança de pagamentos entre os dois países lhes ser desfavorável, já que apenas na última década o superávit a favor deles foi de US$ 91,6 bilhões no comércio de bens”. Na nota assinada pelo diretor regional do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro, o Ciesp afirma que a “soberania do Brasil, assim como a de qualquer nação, deve ser respeitada”.
Para a entidade, “questões pessoais e ideológicas de governantes não podem prevalecer em relações internacionais entre nações, pois os danos causados são severos e de difícil reparação, colocando em risco o desenvolvimento e o bem-estar de nossos povos”.
Para a entidade, o diálogo diplomático deve ser respeitado; e com fatos não falsas versões.
Na área de abrangência do Ciesp Alto Tietê, de acordo com dados contabilizados pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), baseados em informações das regionais do Ciesp, nos primeiros seis meses deste ano, as exportações se concentraram, especialmente em papel e cartão; máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, aparelhos e materiais elétricos.
No mesmo período, as principais compras regionais foram de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; plásticos e produtos químicos orgânicos.
Entre janeiro e junho, os principais destinos das mercadorias do Alto Tietê foram Estados Unidos (US$ 119,4 milhões), Argentina (US$ 63,2 milhões) e Chile (US$ 29,6 milhões).
Já as origens das compras regionais foram China (US$ 132,9 milhões), Japão (US$ 113,7 milhões) e Estados Unidos (US$ 72,9 milhões).