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Região

Alto Tietê tem sete casos suspeitos de intoxicação por metanol

Itaquá e Ferraz registram suspeita; estado de São Paulo tem duas confirmações de morte por intoxicação por metanol

06 outubro 2025 - 15h16 Por da Reportagem Local

A região registra pelo menos sete casos suspeitos de intoxicação por metanol. Segundo balanço realizado nesta segunda-feira (6), são seis casos suspeitos em Itaquaquecetuba e um em Ferraz de Vasconcelos.

A Prefeitura de Itaquá informou que, além dos dois casos suspeitos divulgados na última sexta-feira (3), sendo de um homem de 33 anos que morreu no dia 23 de setembro e outro que está internado desde 2 de outubro, mais quatro casos foram notificados nesta segunda (6). Dois deles com intoxicação suspeita de ter ocorrido em Jundiaí, um em São Paulo e um em Itaquá.

A Secretaria de Saúde instituiu o Gabinete de Gestão de Riscos e Crises (GGRC) na sexta (3), responsável por monitorar o cenário sanitário, articular as ações necessárias e adotar medidas de prevenção e resposta. Os casos também são analisados pelo Comitê de Óbito para seguimento à investigação clínica e epidemiológica.

Estado

De acordo com a Secretaria de Saúde, São Paulo tem 162 casos, entre confirmados e investigados, de intoxicação por metanol. O balanço do último sábado (4) indica 14 casos confirmados, com dois óbitos, ambos na capital. Outros 148 casos são investigados, sendo 7 óbitos.

As equipes da força tarefa estadual realizaram novas operações. A força-tarefa do Governo de São Paulo conta com a participação da Polícia Civil, Secretaria da Fazenda, Procon-SP e vigilâncias sanitárias estadual e municipal. Ao todo, foram 11 estabelecimentos interditados cautelarmente. As autoridades realizam esse procedimento para colher amostras de bebidas e verificar suspeitas de contaminação por metanol, o que só acontece posteriormente pela Polícia Científica. Até lá, os estabelecimentos podem ser interditados por questões sanitárias, como falta de higiene no local e problemas no armazenamento de alimentos.

Recomendações aos consumidores

A intoxicação por metanol é grave, pode levar à cegueira permanente e até a óbito. O metanol pode estar presente em bebidas alcoólicas clandestinas e adulteradas, além de produtos como combustíveis, solventes e líquidos de limpeza.

A Secretaria de Saúde recomenda evitar o consumo de bebida destilada que não saiba a procedência, e que o paciente com quadro incomum após ingestão de bebida alcoólica deve procurar atendimento médico imediato, realizar exames laboratoriais e avaliação oftalmológica. Os sintomas de alerta são dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. O socorro em até 6h após o início dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento.

Prisões em ações de combate à falsificação de bebidas

41 presos em operações desde o início do ano, 19 delas nesta semana

Interdições de estabelecimentos:

11 interdições:

Capital: Bela Vista (2), Itaim Bibi, Jardins e Mooca, M’Boi Mirim, Cidade Dutra

Grande SP: Osasco (2), Barueri (1) e São Bernardo do Campo (1). 

Inscrições estaduais suspensas

Estabelecimentos proibidos de comprar e vender produtos

8 estabelecimentos suspensos

6 distribuidoras

2 bares

Garrafas apreendidas

6.900 desde segunda-feira (29)

Ao longo do ano, foram 50 mil garrafas apreendidas

78,3 mil rótulos de marcas diversas utilizados em falsificações

Testagem

A rede estadual reforçou a estrutura laboratorial para confirmar a presença da substância no organismo. O novo protocolo do Estado prevê que as amostras de sangue ou urina coletadas em casos suspeitos sejam analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, por meio de cromatografia gasosa, método considerado padrão ouro para detecção de metanol. A coleta é feita nas unidades de saúde e o Instituto Adolfo Lutz coordena a logística de transporte das amostras até o laboratório.

Gabinete de crise e apreensões

O gabinete de crise montado pelo Governo de São Paulo para intensificar medidas contra a contaminação por metanol recolheu desde terça-feira (30) 6,9 mil garrafas suspeitas para testes. Os materiais foram coletados pela força tarefa em bares e distribuidoras mapeados com casos suspeitos e por ações da Polícia Civil. Até esta sexta-feira (3), 11 estabelecimentos foram interditados de maneira preventiva nas cidades de São Paulo, São Bernardo, Osasco e Barueri.

As ações, que já são realizadas de forma rotineira pelas equipes das Vigilâncias Sanitárias dos Municípios e do Estado, estão sendo intensificadas também em cidades da Grande São Paulo. Somente neste mês de setembro, foram realizadas mais de 43 mil ações de fiscalização nos 645 municípios do estado, no segmento de comércios de bebidas, alimentos, bares, restaurantes e adegas.

Foram presas durante todo o ano 41 pessoas, 19 delas nesta semana, em ações relacionadas ao crime de falsificação de bebidas. As forças policiais de São Paulo também apreenderam um total de 50 mil garrafas desde janeiro em ações de combate à falsificação de bebidas alcoólicas.

Canais de denúncia

Denúncias sobre possíveis irregularidades e suspeitas a respeito de bebidas adulteradas podem ser enviadas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo site da Polícia Civil de São Paulo: www.webdenuncia.sp.gov.br. O Procon-SP também recebe denúncias pelo Disque 151 e pelo site www.procon.sp.gov.br. O órgão de defesa do consumidor ganhou um atalho no site para as denúncias relacionadas aos casos.

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