Após vistoria realizada ontem, a Vigilância Sanitária de Suzano decidiu manter a interdição da maternidade da Santa Casa de Misericórdia. A alegação é que a falta de médicos persiste na unidade suzanense, o que impossibilita a reabertura do local.
Prevista inicialmente para durar uma semana, a interdição será prolongada até que o quadro médico seja estabilizado. “A vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada hoje, mas a Santa Casa não consolidou a contratação da equipe médica de acordo com os critérios da Vigilância Sanitária. É necessário que o hospital aumente o número de médicos, por isso a superintendência administrativa da Santa Casa está empenhada em concluir a contratação dos profissionais o quanto antes, para que a situação seja resolvida nos próximos dias”, explicou a Prefeitura, em nota.
A interdição parcial aconteceu na semana passada, após inspeção da equipe técnica da Vigilância. “Foi constatado que o número de médicos ginecologistas atendendo na Maternidade da Santa Casa era insuficiente. Por essa razão, e visando preservar o bem estar das futuras mamães e recém-nascidos, o órgão fechou cautelarmente o espaço para partos”, frisou a administração.
Segundo o Executivo, o o Pronto Atendimento da Mulher da Santa Casa (atende todos os casos urgência e também gestantes) está funcionando normalmente. As grávidas que chegam à unidade em trabalho de parto são transferidas para o Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista, conforme acordado com a Secretaria de Estado de Saúde.
OUTRAS UNIDADES
Por conta do fechamento da maternidade em Suzano, outros hospitais da região tiveram aumento no número de atendimento. Para se ter uma ideia, a Santa Casa de Mogi apontou que 14,58% das internações na maternidade do local são de grávidas suzanenses.