A Prefeitura realiza neste mês corte "imediato" nas gratificações de cerca de 180 funcionários com cargo de chefia em setores, seções e departamentos. A medida partiu da Comissão de Contingenciamento de Despesas e deve gerar uma economia de aproximadamente R$ 800 mil até dezembro. O objetivo da medida é garantir o pagamento de salários e do 13º dos 4,8 mil servidores públicos da administração municipal. Segundo a comissão, também será estudada até o final de outubro a demissão de parte do quadro de funcionários comissionados. Hoje a despesa mensal da Prefeitura de Suzano com pessoal é da ordem de R$ 14,5 milhões, sendo que apenas o pagamento do 13º salário vai gerar um custo de R$ 13,8 milhões. Desde 2013, a Prefeitura vem enfrentando uma grande crise financeira. Por exemplo, o orçamento previsto, em 2013, era de R$ 751 milhões (deixado pela antiga administração), sendo que o realizado foi de apenas R$ 523 milhões, ficando quase 30% abaixo do previsto e prejudicando o trabalho da administração para os próximos anos. Nos últimos dois anos, a administração municipal realizou um contingenciamento das despesas, porém, sem afetar a oferta de serviços essenciais à população. Todos os secretários ficaram encarregados de refazer contratos e diminuir valores contratuais em até 25%. "Lembrando que hoje vivemos o reflexo da falta de planejamento e da falta de uma política de desenvolvimento dos anos anteriores. O que a Secretaria da Fazenda realiza diariamente é um ajustamento do orçamento para que o mesmo esteja o mais próximo da realidade, fato este que não era praticado pela gestão anterior que superestimava as finanças e fechava o ano no vermelho", explicou o secretário da Fazenda, Jorge Romanos. Com esse trabalho, Suzano já conseguiu diminuir a dívida do município. Em janeiro de 2013, o Executivo tinha débitos de curto prazo de aproximadamente R$ 90 milhões e uma dívida consolidada em aproximadamente R$ 150 milhões. Hoje a dívida de curto prazo é de R$ 50 milhões e a consolidada de R$ 120 milhões. Todo esse processo integrado de contingenciamento e readequação das contas teve resultados ao longo dos últimos três anos, com a vigência normalizada dos contratos e execução de obras e investimentos em saúde, saneamento, educação, mobilidade, infraestrutura, esporte e lazer.