Eleito vereador pela primeira vez, o parlamentar Joaquim Antônio da Rosa Neto (PR), o Joaquim Rosa, resolveu tentar a candidatura para dar continuidade ao trabalho do filho e vereador Marsal Rosa, que faleceu no ano passado em um acidente de carro. Em entrevista ao DS, ele conta que entre os objetivos está a conclusão do posto de saúde no bairro Vila Amorim. Rosa afirma que é necessário dar atenção às áreas mais carentes em Suzano, como saúde e educação. Joaquim foi candidato a vereador quatro vezes antes da candidatura do filho. Natural de Suzano, na Vila Amorim, casado há mais de 30 anos, ele sempre esteve envolvido com a política, iniciando com trabalhos na Associação de Amigos do Bairro e na igreja. De acordo com ele, após muitas tentativas e dois mandatos como primeiro suplente, decidiu desistir. Foi então que o filho, Marsal Rosa, resolveu dar continuidade ao trabalho do pai. Em abril de 2015, um acidente fatal matou o vereador de apenas 26 anos. Para não deixar o trabalho do filho que já atuava há 1 ano e 4 meses como parlamentar, Joaquim Rosa decidiu voltar à política. Diário de Suzano: Qual sua trajetória política? Já participava da política? Joaquim Rosa: Meu pai foi fundador da associação amigos de bairro da Vila Amorim e lutamos muito por benfeitorias no bairro, já vem de uma coisa lá de trás. Depois junto com a igreja, um padre disse que precisa de cristão da política e acabei lançando candidatura. Depois de algumas, fui aumentando votos e chegando perto. Fui primeiro suplente duas vezes antes dessa atual legislatura. Como foi vindo tendo mais aceitação. Fui tentando. Acabei desistindo. E meu filho, Marsal Rosa, resolveu tentar para dar continuidade no meu trabalho. Ele veio, ficou como suplente e depois de uma fatalidade (morte do vereador Jessé Almeida - PR - em um acidente de avião) acabou assumindo por 1 ano e 4 meses e também foi tirado do meio da gente. Aí veio a minha vez de honrar, não quis deixar o trabalho dele morrer. Vamos dar sequência nesse trabalho. DS: Como vai ser sua atuação na Câmara? Joaquim: O Marsal me trouxe para o PR e com o apoio forte dos deputados, vamos trabalhar bastante para o crescimento da nossa cidade. Eu não sou de reduto. Claro que meu trabalho começou na Vila Amorim, e vamos trabalhar para concluir o posto, mas sempre entendi que um político é da cidade inteira. DS: Durante a campanha teve um bairro que priorizou? Joaquim: Fui eleito por votos em todas as escolas. De 82 pontos de votação, eu só não tive votos em oito, então fui muito bem representado pela cidade toda. Andei toda a cidade. Isso foi um leque que o Marsal abriu. DS: Como será sua relação com a Prefeitura? Deve apoiar todos os projetos? Joaquim: Essa questão de aprovar tudo é complicada. Porque todos os projetos precisam ser vistos e revistos. Temos que aprovar tudo que é bom. Nunca fui de oposição e não vou ser. Acredito que vamos fazer um bom trabalho, independente do prefeito que estiver, vou votar sempre pelo bem. DS: Como avalia a legislatura atual? O que acha que pode fazer diferente? Joaquim: É complicado falar alguma coisa estando de fora. Às vezes, por não acompanhar de perto posso falar algo que não é verdade. Eu prefiro assumir e, depois que estiver como vereador, avaliar se foi bom ou ruim. DS: Tem algum projeto de lei, em mente, que pretende apresentar assim que tomar posse? Joaquim: Ainda não tenho nada. Acredito hoje que a saúde está muito mal, temos que trabalhar para melhorar isso. E educação é o principal, por que sem educação nada funciona. DS: Tem alguma comissão permanente que tem vontade de participar? Joaquim: Não pensei. Logo de cara a gente chegando temos que nos familiarizar com a casa e o que for surgindo, participar das comissões. É no decorrer do trabalho que vai surgindo as possibilidades e necessidades. DS: O que espera para os próximos quatro anos? Joaquim: Espero que Suzano melhore muito durante esses quatro anos. Que a gente consiga fazer um trabalho bom. Nossa cidade está muito parada e precisamos colocá-la para frente. Suzano precisa de investimento e de quem realmente queira trabalhar.