O candidato a prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) acredita que fez uma campanha propositiva. Para ele, o eleitor vai levar apenas alguns segundos para votar em seu candidato, mas a decisão é fundamental para mudar os rumos da cidade. “São segundos que definem o que será de Suzano nos próximos quatro anos”. A seguir leia a entrevista de Ashiuchi, antes da votação de amanhã. Diário de Suzano: A campanha do segundo turno chega ao fim. Qual a avaliação que faz de todo o trabalho até agora? Rodrigo Ashiuchi: Nossa campanha foi propositiva. O 1º turno comprovou que a população assimilou nosso projeto, que é o da verdadeira mudança que a cidade precisa. Tanto que eu e meu candidato a vice, vereador Walmir Pinto (PDT), recebemos mais de 43 mil votos. Durante a campanha do 2º turno, não foi diferente. Apontamos o que precisa mudar, mas apresentamos soluções também, e não atacamos. E, não menos importante, reafirmamos nosso posicionamento de "cabeças" da coligação suprapartidária DS: Durante todas as "andanças" nos bairros, quais as principais reivindicações que ouviu? Os pedidos serviram para incrementar ainda mais o plano de governo? Ashiuchi: As principais reivindicações foram Saúde (falta de medicamentos e de médicos e demora para fazer exames), Zeladoria (cortar mato, tapar buraco, limpeza e manutenção da cidade), Segurança (a falta dela e o aumento dos índices de violência, sobretudo de roubo e de furto) e déficit de creches. DS: De todas as propostas que constam em seu plano de governo, qual será a que tomará como medida emergencial, caso eleito? Ashiuchi: Minha primeira providência será lançar o Plano de Metas dos 100 Primeiros Dias, que será planejado, ponto a ponto, com o objetivo de resgatar a autoestima do povo de Suzano. Neste plano vai haver, de forma emergencial, trabalho sério para cortar mato, tapar buraco, fazer a limpeza e a manutenção que a cidade precisa. Hoje, ela está largada. Vou, também, melhorar essa Saúde vergonhosa, colocando médico e remédio nos postos. DS: É possível fazer uma avaliação de quantas ruas, bairros e casas visitou durante a campanha nesse segundo turno? Ashiuchi: Olha, não contabilizei isso. Até mesmo porque foram muitos locais, bairros, casas, pessoas. A campanha começou em agosto, mas eu já estou pelas ruas de Suzano, ouvindo a população, há 12 anos. Neste ano, visando o pleito, apenas intensifiquei minhas caminhadas. E, sem medo de errar, digo que visitei os quatro cantos do município. Foram tantas histórias, sorrisos, lágrimas, uma experiência incrível. DS: Como vê as polêmicas nas redes sociais entre os simpatizantes de ambos os candidatos? Ashiuchi: Quem me conhece e conhece a minha família sabe bem que não sou a favor de corrupção, de funcionário fantasma, de baixaria, de mentira e de expediente rasteiro. Não admito isso na minha vida pessoal, na minha vida profissional, tão pouco vou admitir na Prefeitura de Suzano, caso seja eleito prefeito. Então, é claro que, aqueles que trabalham comigo e militam ao meu lado pensam de forma parecida comigo. A ideia sempre é propor, ouvir as pessoas, não atacar. Mas, se for necessário, em último caso, combatemos mentiras com verdades, ataques com propostas, desespero com história e histórico. DS: Como espera encontrar Suzano a partir de 2017, caso eleito prefeito? Ashiuchi: Suzano necessita de uma grande reconstrução e de um prefeito que trabalhe na motivação dos funcionários públicos, no resgate do orgulho de ser suzanense, que faça a Zeladoria necessária (cortar mato, tapar buraco, manutenção), que continue a ouvir as pessoas e que tenha responsabilidade e compromisso. Ser prefeito é pegar para si um sem-número de desafios e resolvê-los da melhor forma possível. DS: Depois da votação na Câmara em que foram definidos os vereadores, como espera que seja o relacionamento com os parlamentares a partir de 2017, caso eleito? Ashiuchi: Espero que seja de alto nível. Estarei aberto ao diálogo, ao bom relacionamento. Afinal, acredito que todos, ou pelo menos a grande maioria, tenha o mesmo objetivo que eu tenho: trabalhar pela cidade, fazer algo por esse povo. O papel do vereador é fiscalizar o Executivo, legislar, propor mudanças importantes na cidade, para facilitar a vida do suzanense, tornar seu dia a dia melhor. É isso que espero encontrar. DS: O que foi mais difícil nesta campanha? Ashiuchi: Ter de trabalhar e, ao mesmo tempo, combater a “velha política”, mentirosa e caluniosa, e que tem medo de perder o poder. Mas, chegamos até aqui com a força do povo e é com ele que vou caminhar até as urnas no dia 30 de outubro (domingo), quando acontece o segundo turno. DS: Como administrar as finanças da Prefeitura num momento de crise no País? Ashiuchi: Na minha gestão, a Prefeitura de Suzano vai passar por uma séria revisão financeira, visando, inclusive, à contenção de gastos em todas as áreas. O resultado desse enxugamento, que será feito por meio de gestão, será empregado nos setores que precisam. Ao mesmo tempo, vou criar mecanismos para incrementar o orçamento. É preciso, ainda, rever a estrutura da máquina pública, enxugar cargos comissionados e planejar os investimentos, comprar melhor. A transparência, a eficiência e a responsabilidade que aplico no meu dia a dia como gestor serão levados para dentro da Prefeitura de Suzano. DS: O que tem a dizer para o eleitor de Suzano que vai votar nesse segundo turno? Ashiuchi: Amanhã (30 de outubro), o eleitor vai levar apenas alguns segundos para votar em seu candidato. São segundos que definem o que será de Suzano nos próximos quatro anos. Bem, não foi à toa que meu projeto, que representa a verdadeira mudança que Suzano precisa, teve a aceitação do povo e fez com que eu liderasse o primeiro turno das eleições. Recebemos mais de 43 mil votos, com certeza, por parte de suzanenses que não aguentam mais buracos nas ruas, mato alto, descaso, falta de remédios nos postos, de vagas em creche. Falta, também, gestão e boa vontade. O povo, aliás, precisa estar em primeiro lugar. Desta forma, só tenho a agradecer e a pedir a você, eleitor, que, em 30 de outubro, vote de novo 22. Afinal, mudar de verdade é oferecer Saúde de qualidade. Mudar de verdade é cuidar do município, que, infelizmente, está largado. Mudar de verdade é tirar esse grupo político que atualmente administra Suzano e apoia o outro candidato. Mudar de verdade é deixar de governar para um grupo e passar a governar para uma cidade inteira.