A Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris) quer a retirada temporária do projeto de lei complementar para alteração do zoneamento da cidade, para tempo hábil de debate. Segundo a Acoris, nenhuma entidade municipal, interessada no assunto, foi convidada para conversar na Prefeitura. Apesar de o projeto ter passado por audiência pública na Casa de Leis, no dia 19 de outubro, o órgão acredita que não houve possibilidade para entender totalmente os impactos que a mudança pode causar. As informações foram passadas pelo presidente da Acoris, Ademilson Alves Bernardes, e o vice-presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano e diretor da Acoris, Ronaldo Saito. As duas entidades concordaram em encaminhar requerimentos à Prefeitura, solicitando uma reunião com a equipe de técnicos, que realizou o estudo do projeto; e para Câmara, para que o projeto não seja votado. O texto está tramitando na Casa de Leis desde julho. O projeto prevê mudanças nos perímetros rurais das regiões de Palmeiras e Casa Branca, para urbanos. A alteração pode ocasionar na inserção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para residências que antes eram de áreas rurais. Durante a audiência, no mês passado, o diretor da Secretaria de Assuntos Urbanos, Vinicius de Souza Coutinho, afirmou que com a mudança pode haver necessidade de remanejar ou retirar famílias de áreas irregulares. "Eles disseram que foi passado um por grupo, mas não tivemos acesso sobre quem são essas pessoas. O que queremos é ter acesso a esse material para poder debater. O próprio estatuto das cidades permite isso", comentou Saito. "No momento que você fala em expansão, você dá abertura para outras ações que podem acontecer. Haverá impactos", pontuou. "Pode ser que seja até um benefício, mas o que queremos é discutir isso. Vai afetar o ramo imobiliário. Por exemplo, a alça do Rodoanel. Aquela área possui potencial para um polo industrial. São esses pós e contras que queremos avaliar", explicou Bernardes.