A sessão da Câmara foi cancelada por conta de uma queda de energia durante o temporal que atingiu a cidade no início da noite de ontem. O projeto de lei de zoneamento seria votado. Porém, a sessão foi interrompida quando a Tribuna Livre seria iniciada. A Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris) aguardava decisão dos vereadores. A votação do projeto de lei de alteração no zoneamento da cidade, prevista para ontem, não aconteceu. A proposta prevê a realização de mudanças nos perímetros rurais das regiões de Palmeiras e Casa Branca, para urbanos. Caso seja aprovado pela Câmara, a lei poderá resultar na inserção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) às residências que eram das áreas rurais. A Acoris e a Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS) acompanharam a sessão. Na última segunda-feira, as associações questionaram a legitimidade do projeto através do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT), o qual informou que a aprovação do texto deve ocorrer mediante a aprovação da junta. O presidente da Acoris, Ademilson Alves Bernardes, explica que as associações buscam maior entendimento sobre a medida. "Queremos compreender os estudos de viabilização do projeto e que a população civil participe dessa decisão, porque será a principal afetada. O que a Secretaria de Assuntos Urbanos alegou não ficou claro a nós, por isso exigimos mais esclarecimentos dos responsáveis pela medida. À princípio, solicitamos a retirada da proposta, mas foi negado porque todas as exigências do projeto foram cumpridas. Então, contatamos a CBH-AT e protocolamos um documento para cada vereador". O vice-presidente da AEAAS, Roberto Saito, ressalta que o debate sobre o projeto é o propósito das ações tomadas. "Não somos contra nem a favor da medida. Queremos debater com os responsáveis pela proposta, que não foi aberta a quem realmente será afetado. O projeto de lei foi colocado como pauta na sessão e reivindicamos que as falhas sejam revistas. Por isso, espero que entre emenda e saia de votação. Caso a medida seja aprovada, ainda não temos previsões sobre quais providencias tomaremos". O engenheiro agrônomo, Blair de Moura Aquino, também opinou sobre a questão. "O projeto deve ser bem definido, para isso precisamos de um mínimo estudo ambiental. Conhecer sobre os reais impactos para o produtor rural e para toda a cidade. Atualmente, o município conta com pelo menos três associações destinadas ao produtor".