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Cidades

Após aumento de banhistas, Cetesb promete nova vistoria na Lagoa Azul

11 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Após aumento de banhistas, Cetesb promete nova vistoria na Lagoa Azul

A agência de Mogi da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que fará uma nova vistoria na Lagoa Azul para avaliar a situação do local por conta do aumento de banhistas. Em setembro deste ano, o órgão comunicou que a visita deveria apontar as providências a ser tomadas no espaço para evitar o uso irregular por banhistas. Na época, a agência de Mogi informou que aguardava documentos para o esvaziamento da lagoa e que a vistoria deveria ser realizada o mais rápido possível, de acordo com as prioridades dos técnicos. Além disso, a administração municipal teria iniciado um estudo para a instalação de guaritas de segurança na entrada do local. Contudo, a área continua a receber banhistas mesmo depois de diversos acidentes registrados. Nos últimos meses, cadeados foram providenciados para os portões de acesso, mas os trincos foram quebrados e a população insiste em se refrescar na lagoa. Neste ano, o local foi palco para pelo menos quatro casos de afogamentos. Entre 2015 e 2016, foram 21 mortes, no total. O problema se agrava com o calor, quando os banhistas procuram o espaço para lazer. O pintor Bruno Arnaldo Silveira Santos é um dos frequentadores assíduos da lagoa. "Venho nadar nos meus horários vagos. Sei que não é o lugar apropriado, não é limpo, nem agradável, mas também penso que é um espaço a ser aproveitado por quem não tem opções de lazer. Os acidentes acontecem, na maioria das vezes, pela imprudência dos banhistas. É preciso ter cautela e saber os limites. Já presenciei um corpo sendo retirado da água". Para ele, providências deveriam ser tomadas para o melhor aproveitamento do espaço. "A lagoa deveria receber investimentos, passar a ter um integrante do Corpo de Bombeiros para evitar acidentes. Talvez, até mesmo um parque poderia ser criado com a ajuda da população". O ajudante geral Alisson dos Santos conta que já presenciou acidentes na lagoa. "Vi dois afogamentos neste ano. Acredito que as vítimas não conheciam a área, pois o espaço recebe muitas pessoas de fora que vêm aproveitar o dia e fazem até churrasco à beira d'água". O banhista Marcos de Souza diz que frequenta a lagoa desde os 7 anos e nunca viu acidentes. "Costumo vir pescar. Essa é a praia de Suzano, não temos outra opção para se refrescar nos dias de calor. Realmente, o local merecia mais atenção das autoridades, não temos lazer na cidade. Já ouvi sobre muitos casos de afogamento. Nunca presenciei um acidente, mas se acontecesse, com certeza tentaria salvar a vítima".

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