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Cidades

Passarelas trazem insegurança a pedestres

13 novembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Passarelas trazem insegurança a pedestres

A população tem sofrido com as condições das passarelas de acesso ao pedestre nas travessias das linhas férreas da região. As principais queixas são em relação à falta de segurança, muitos pedestres relatam sobre assaltos e o receio em passar pela área em certos horários. Outra reclamação é com relação aos usuários de drogas pertinentes. Além disso, as estruturas das passarelas são constantemente danificadas por atos de vandalismo. Em Suzano, a travessia na Avenida Brasil, próximo ao parque Max Feffer, liga os bairros Jardim Monte Cristo e Vila Maria de Maggi. O aposentado Israel Castro Sampaio contou que amigos já foram assaltados no local. "Acompanho minha filha até o ponto de ônibus todos os dias porque não acho seguro. Também já solicitei a retirada de uma árvore que bloqueava a iluminação durante a noite". A falta de iluminação é dos motivos que faz a costureira Ivone da Silva Sodre evitar a passagem durante a noite. "Meu filho foi assaltado na passarela uma noite. Durante o dia, motos e bicicletas dificultam a passagem de pedestres na travessia", queixa-se Ivone. No Jardim Miriam, também existe uma passarela que causa receio em quem precisa caminhar diariamente sobre ela. A travessia fica próxima ao cemitério Memorial do Alto Tietê e liga a entrada de uma fábrica. A auxiliar de serviços em laboratório, Maria da Penha, percorre área todos os dias. "Acho a região violenta e tenho medo de andar sozinha. Já soube de assaltos na travessia". Em Poá, a passarela entre Calmon Viana e o bairro Jardim Alvorada é sinuosa e, em vários pontos, deixa o pedestre sem visão nenhuma do outro lado da travessia. A operadora de telemarketing Adriane Nunes de Jesus certa vez foi surpreendida por seu próprio pai enquanto percorria o trecho. "Poderia ser outra pessoa querendo fazer o mal. Esse lugar é muito fechado e crimes podem ocorrer". A sinuosidade da passarela deixa o local propenso a usuários de drogas. O espaço é usado como banheiro, favorecendo o mau cheiro, é o que diz o vendedor Tadeu de Souza. "Aqui ninguém passa durante a noite, é dominado pelos usuários. Precisamos fazer um caminho alternativo nesses horários". A Prefeitura de Suzano solicitou o patrulhamento para a passarela próxima ao parque Max Feffer. Equipes da administração também devem ser enviadas para verificar os reparos necessários. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) comunicou que uma visita será agendada na travessia do Jardim Miriam. A Prefeitura Poá também informou que uma visita a passarela de Calmon será feita e a ronda de segurança deve ser intensificada no local.

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