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Cidades

Caixa Econômica pede reintegração de conjunto no Jardim Nova América

15 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Caixa Econômica pede reintegração de conjunto no Jardim Nova América

Os ocupantes dos conjuntos residenciais Nova América I e II, no Jardim Nova América, em Palmeiras, temem a reintegração do espaço, que deve acontecer na quinta-feira. A construção faz parte dos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. A Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelas unidades, entrou com ação de reintegração de posse e aguarda o cumprimento da decisão judicial. O objetivo da ação é garantir o direito das famílias selecionadas pelo Poder Público, de acordo com as regras do programa. Os apartamentos que abrigam 280 famílias foram ocupados há cerca de um ano por pessoas de baixa renda. Segundo o atual síndico do conjunto, identificado como William, a construção foi abandonada há cinco anos pela YPS Construções e Incorporações. "A construtora entrou em falência e abandonou o projeto". Após a ocupação, as famílias contrataram uma advogada para tomar à frente nas negociações. Em março deste ano, a Caixa aguardava decisão da Justiça sobre o reintegração. Na ocasião, a defesa da advogada Angela Quirino de Oliveira pediu que o juiz se sensibilizasse com a situação. "O empreendimento estava abandonado antes da ocupação", alegou. Na última quinta-feira, um comunicado foi entregue aos moradores informando que a reintegração de posse dos imóveis deverá acontecer em sete dias. "A desocupação de um conjunto habitacional precisa ser informada com pelo menos 30 dias de antecedência", diz o síndico. Segundo ele, o informe foi entregue por um policial militar. "Nossa advogada se reuniu com o juiz na última sexta-feira, o qual disse que a população já havia sido notificada pelo menos três vezes, uma em agosto, outra há um mês e 15 dias atrás. Ao analisar o processo, a doutora não verificou a anexação de nenhum documento assinado pelos moradores nas datas indicadas". Na quarta-feira, a advogada de defesa entrará com recurso com relação à questão. A população teme a ação policial durante a reintegração. "Aqui a maioria é trabalhador. Se no dia-a-dia a policia já entra dando tiro, imagina durante a reintegração", disse um dos moradores, o mecânico identificado como André. A Caixa informou que, após a desocupação do empreendimento, será feita vistoria nas unidades habitacionais. Caso seja detectada alguma necessidade de reparo, o banco acionará a construtora responsável para recuperação das moradias. Os imóveis serão entregues em plenas condições de habitabilidade.

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