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Cidades

Justiça determina reintegração de posse de 280 apartamentos no Nova América

17 novembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Justiça determina reintegração de posse de 280 apartamentos no Nova América

A Polícia Militar do 32º Batalhão realizará hoje apoio à Justiça para reintegração de posse dos conjuntos Nova América I e II, no Jardim Nova América, em Palmeiras, que permanece ocupado desde novembro de 2015. As unidades fazem parte dos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. A Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelas unidades, entrou com ação de reintegração de posse e ganhou a decisão judicial. Para reivindicar apoio da Prefeitura, moradores do conjunto fizeram uma manifestação em frente ao Paço Municipal na manhã de ontem (veja mais abaixo). Os apartamentos, que abrigam 280 famílias, estavam concluir as obras, de responsabilidade da empresa YPS Construções e Incorporações. De acordo com as informações da PM, o apoio será dado com as equipes administrativas e operacionais, além de contar com a ajuda do Policiamento de Choque, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e o Rádio Patrulhamento Aéreo, que já vêm desenvolvendo reuniões de planejamento para executar a reintegração de forma pacífica. O atual síndico do conjunto, identificado como William, contou que o ontem a advogada que cuida do caso, Angela Quirino de Oliveira, foi ao Fórum para acompanhar a decisão de recurso para impedir a desapropriação. De acordo com os moradores e a advogada, os ocupantes não foram intimados pela Justiça. "Vou conversar com o desembargador. Como eles não foram intimados, é um recurso pedindo para que eles sejam". Com isso, os moradores teriam mais tempo antes da reintegração. Em março deste ano, a Caixa Econômica informou que aguardava decisão da Justiça sobre o reintegração. Na ocasião, Angela pediu que o juiz se sensibilizasse com a situação. O juiz que julgou o caso havia justificado que os ocupantes haviam sido notificados pela Justiça pelo menos três meses antes da data da reintegração. A Caixa informou que, após a desocupação do empreendimento, será feita vistoria nas unidades habitacionais. Caso seja detectada alguma necessidade de reparo, o banco acionará a construtora responsável para recuperação das moradias. Os imóveis serão entregues em plenas condições de habitação.

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