As obras de extensão da Avenida Guilherme George (Corredor Leste-Oeste), que liga Mogi das Cruzes a Suzano, têm gerado transtornos aos motoristas que fazem o cominho entre as duas cidades. Isso porque, com o fechamento da via para as intervenções, a Rodovia Henrique Eroles (SP-66), incluindo no trecho de Suzano, tem registrado maior congestionamento. Com o fim da obra prevista para a próxima semana, os motoristas ainda se confundem e pegam a via interditada. A Avenida Jorge Bei Maluf, em Suzano, que se encontra com a Guilherme George recebe veículos diariamente. Na altura da divisa entre Suzano e Mogi, a via está interditada com barreiras de pedras. O mesmo cenário é visto no trecho em Jundiapeba. Com a avenida inacessível, o trânsito na SP-66 tem aumento nos horários de pico. "Eu saio de casa às 7 horas e tem muito trânsito. Pela Guilherme George adiantava porque o trânsito se dividia. Agora é congestionamento de manhã e a tarde", comentou Rosemir Inácio, de 36 anos. O comerciante Antônio Carlos Santi, de 55 anos, opinou sobre a situação. "Eu passo por aqui toda hora porque tenho uma chácara aqui atrás e vou bastante ao Centro de Mogi e a Suzano. Eu usava a Guilherme George todos os dias. È bem mais rápido. O trânsito está enorme por aqui de manhã e a noite. É terrível". Se os moradores que passam todos os dias pelo trecho reclamam, os que moram na avenida se sentem ainda mais prejudicados. "Ficou horrível, péssimo. Foi feito sem planejamento. Os horários das 17 horas e das 8 horas são os piores. Sem contar o monte de gente desinformada, que acaba entrando na via", contou Augusto Vieira, de 50 anos. O mesmo contou Cíntia de Oliveira Passos, de 30 anos, que também é moradora do condomínio situado na via. "Nos horário de pico o trânsito fica tudo parado. Usamos a Guilherme George porque moramos lá. A gente ia bastante ao Centro de Suzano, porque é mais perto para a gente do que ir ao Centro de Mogi, agora com o trânsito nem compensa mais", contou. OBRAS Atualmente, a avenida recebe a implantação de drenagem e infraestrutura. O local teve a remoção do antigo asfalto, etapa que está cumprida, para a recuperação. A Secretaria de Serviços Urbanos de Mogi informou que, apesar das chuvas dos últimos dias, as equipes estão trabalhando em ritmo intenso, mantendo a expectativa de liberar a pista no dia 30 de novembro. O trecho faz parte dos trabalhos para o Corredor Leste-Oeste, que tem uma extensão de nove quilômetros entre a divisa de Mogi das Cruzes e Suzano e o Terminal Central. A estimativa de investimento é de R$ 88 milhões. A obra está sendo executada pelo consórcio GG-Mogi, formado pelas empresas Enpavi e CTP.