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Cidades

Motoristas têm 142 pontos na CNH e valor de multas é maior de R$ 66 mil

30 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Motoristas têm 142 pontos na CNH e valor de multas é maior de R$ 66 mil

A Diretoria de Ensino de Suzano - que também inclui a cidade de Ferraz de Vasconcelos - é a quarta no Estado no ranking de motoristas de transporte escolar que levaram mais multas na Carteira Nacional de Habitação (CNH), com 142 pontos. Além disso, por conta das irregularidades, mais de R$ 66 mil foram pagos em multas aplicadas. Os números foram divulgados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) e fazem parte do relatório divulgado neste mês. Com relação aos pontos, a cidade só fica atrás da Diretoria de Centro Oeste, com 258 pontos; de Itapecerica da Serra, que contabilizou 233 pontos, e Bariri, com 186 pontos. Em outras unidades como Guarulhos e São Bernardo do Campo o número é inferior ao da cidade suzanense, com 92 e 101 pontos respectivamente. O TCE também divulgou o valor que alguns municípios pagaram de multas por conta de irregularidades no trânsito. São Paulo tem o maior valor, com R$ 1,58 milhões, seguida de Guarulhos, com R$ 111,2 mil e São Bernardo, com R$ 83,3 mil. Na quarta colocação está a Diretoria de Ensino da cidade suzanense. Segundo o levantamento, em todo o Estado a infração mais cometida no transporte escolar foi de dirigir em velocidade superior a permitida e avançar o sinal vermelho. Apesar de, na maior parte das vezes, estes motoristas estarem transportando crianças das casas para a escola, cinco deles foram flagrados dirigindo alcoolizado. RELATÓRIO O TCE fiscalizou mais de 5,5 mil veículos escolares no Estado e constatou irregularidades em mais de 3,4 mil. Segundo o órgão estadual, no dia 3 de novembro, 218 agentes de fiscalização analisaram dados de gestão do transporte escolar de 156 Prefeituras e de 23 Diretorias de Ensino do governo do Estado. Também foram fiscalizados 335 veículos que transportam crianças e adolescentes na zona urbana e rural dessas localidades. A amostra de veículos foi composta por ônibus (41%), micro-ônibus (27%), vans (16%) e Kombis (15%). Do total, 21% roda com pneus desgastados ou carecas, 16% não possui cintos de segurança em boas condições e 10% não têm a identificação adequada. A gestão do transporte público também tem pontos críticos. Das prefeituras fiscalizadas, 15% não têm controle das rotas seguidas pelos veículos de transporte escolar e 38% não registra o tempo gasto nas viagens. Não há qualquer controle do combustível usado pela frota em 52% das diretorias de ensino e em 23% das prefeituras fiscalizadas. Segundo a assessoria de imprensa do TCE, todas as unidades gestoras serão informadas sobre as irregularidades encontradas para que apresentem suas manifestações. Os gestores podem ser sancionados com multa.

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