O Serviço de Atendimento Especializado do Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE-CTA) de Suzano atende 507 portadores do vírus HIV que realizam tratamento. O número é 12,7% maior que o registrado sete meses atrás, em maio. A unidade estimou que anualmente nove pessoas soro positivas morrem no município. Nesta semana, o centro intensificou as atividades em prol do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado hoje. O último balanço disponibilizado pela unidade, em maio, apontou o número de 450 pessoas em tratamento. Também houve aumento na quantidade de pessoas cadastradas no SAE como portadoras do HIV, de 823 em maio para 850, atualmente. A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) contabiliza que os óbitos pela doença em Suzano somam 378 casos entre os anos de 1987 e 2014. Em 2013 foram 11 mortes e o número cresceu para 15, em 2014. De acordo com a coordenadora da unidade, Márcia Mandes, muitas pessoas acabam deixando o tratamento por diversos motivos como a mudança de endereço. "Aderidas ao tratamento temos 507 pessoas. Já cadastradas são 850. Isso porque muitas pessoas se mudam, foram transferidas de unidade, abandonaram o tratamento ou preferem se tratar longe da cidade", explicou. O centro acredita que o número de portadores registrados aumenta anualmente devido às campanhas de conscientização e pessoas de fora do município. "Há uma média de aumento anual de 90 casos. Dos cadastrados, cerca de nove morrem anualmente", explicou Márcia. Ela explica que o SAE estima que o município tenha mais de mil casos da doença, porém que muitos não procuram ajuda. Para conscientizar a população o SAE faz ações constantes de testagens em locais que tenham aglomerações de pessoas em jovens. Desde o início da semana, devido a campanha, o centro já realizou 93 exames e registrou cinco casos confirmados de Sífilis e três de Hepatite C. "É importante ressaltar que quando as pessoas procuram o tratamento cedo não correm riscos. O tratamento é muito bom". Os grupos considerados de vulnerabilidade para o HIV incluem profissionais do sexo, homossexuais e travestis. "É importante ressaltar que o SAE e qualquer posto de saúde pode fazer a testagem”.