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Cidades

Em reunião, prefeito eleito garante funcionamento de Conselho Fiscal

01 dezembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Em reunião, prefeito eleito garante funcionamento de Conselho Fiscal

No próximo governo, as entidades de classe da cidade serão consultadas. A afirmação foi feita pelo prefeito eleito Rodrigo Ashiuchi (PR) durante reunião realizada, na noite de terça-feira, com parte da Diretoria-Executiva da Associação Paulista de Medicina (APM). Na oportunidade, o republicano também adiantou que, em sua gestão o Conselho Fiscal da Saúde "vai funcionar" e que projetos que melhorem o atendimento de urgência e de emergência serão implementados. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da APM, o clínico-geral e endocrinologista Dino Giordan. O oftalmologista Luis Cláudio da Rocha Guillaumon, vice-presidente da entidade; bem como os ginecologistas e obstetras Paolo Fasano (diretor científico) e Marli Yamamoto (secretária); e Magda Aued (diretora de Previdência e Mutualismo), especializada em Radiologia e Ultrassonografia; participaram do encontro, que foi agendado pela própria associação. O objetivo, segundo Giordan, foi aproximar o colegiado da futura administração, tendo em vista que, segundo ele, no vigente governo isso não ocorreu. Para a autoridade máxima da associação, é importante que esse cenário se modifique, tendo em vista que a saúde em Suzano está "sucateada", principalmente quanto à urgência e emergência. "A APM está em todo o Estado, distribuída em 14 distritos. Suzano está no primeiro distrito e é uma regional, que também abarca as cidades de Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos. Ela existe desde 1973 e reúne em sua Diretoria-Executiva médicos tradicionais do município e região. Queremos que ela seja ouvida, que possa opinar na administração municipal em situações delicadas, onde se faz necessário o olhar do médico. Temos visto algumas coisas acontecendo, e só temos a lamentar, pois a Saúde virou uma caixa preta", observou Giordan. Guillaumon compartilhou a preocupação da APM quanto à situação da Santa Casa de Misericórdia de Suzano, que encontra-se sob intervenção da Prefeitura, com direito a uma dívida de R$ 60 milhões e atraso no pagamento dos médicos que atuam no equipamento. O oftalmologista ainda destacou a necessidade de o governo municipal redobrar a fiscalização quanto à contratação de Organizações Sociais (OSs) e não deixar de fortalecer o Pronto-Socorro (PS). "Infelizmente, não encontramos estrutura adequada para atendimento de urgência e emergência, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfarte e traumas severos. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da cidade precisa funcionar. Hoje, não conseguimos salvar vidas e, se salvamos, ainda há o risco de haver sequelas. Triste demais". Ashiuchi adiantou que a APM será ouvida pelo Executivo; que um de seus objetivos é resolver os problemas da Santa Casa e do PS, assim como potencializar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que há tempos não é incrementado. O republicano também falou em melhorar o atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de outros equipamentos médicos que sejam de gestão municipal; de fortalecer o Conselho Fiscal da Saúde e em colocar um ponto final na novela que se tornou a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim Revista. "Estive em Brasília recentemente. Para o governo federal, a UPA está 80% pronta. Só que as obras estão paradas desde 2012. Então, foi me informado que, como a Prefeitura de Suzano não investiu em Segurança no local e o vandalismo, além do tempo, prejudicou a estrutura, o Executivo é que terá de arcar com o pagamento do resto do projeto, além de restaurar o que foi danificado. A má notícia é que não temos dinheiro para tanto. Caso eu não faça isso, terei de devolver R$ 1,5 milhão investido pela União. Em suma, essa é uma das inúmeras situações caóticas da Saúde de Suzano que teremos de resolver. Para tanto, quero contar com o apoio da APM, inclusive, para colocar o Conselho Fiscal da Saúde para funcionar de verdade", salientou.

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