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Cidades

Audiência sobre mudança na lei de zoneamento termina sem consenso

02 dezembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Audiência sobre mudança na lei de zoneamento termina sem consenso

A audiência pública para debater as mudanças e impactos gerados pelo projeto que altera o zoneamento de Suzano terminou sem um consenso entre a Câmara e as entidades de classes, que não aprovam a implantação da lei sem maior análise. O encontro, que ocorreu na tarde de ontem, contou com a participação da Associação de Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris), da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS), do Conselho Regional Engenharia Arquitetura Agronomia (Crea) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A sessão gerou discussões e alguns vereadores sugeriram adiar novamente enquanto outros preferem que a medida seja barrada em votação. O presidente da Câmara, Denis Cláudio da Silva (DEM), o Filho do Pedrinho do Mercado, disse que o projeto deve ser votado neste mandato. "O vereador é eleito para o mandato de quatro anos. A Câmara não pode se omitir aos fatos”. O vice-presidente da AEAAS, Roberto Saito, quer maior análise do plano, com a apresentação dos estudos técnicos dos profissionais responsáveis pela criação do projeto. O mesmo é requerido pelo presidente da OAB, Wellington da Silva Santos. Contudo, nenhum técnico ou representando do Poder Executivo esteve presente. O presidente da Acoris, Ademilson Alves Bernardes, disse que a medida traz aspectos bons e ruins, mas a forma como foi elaborado não respeita as regras nem o estatuto da cidade. Ainda ressaltou que o prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB) é único que pode retirar o plano. De acordo com o vereador Walmir Pinto (PDT), um pedido para a retirada do projeto já foi solicitado a Tokuzumi, pois é preciso aprofundamento sobre a questão. Os vereadores Vanderli Ferreira Dourado (PT), o Derli, e Luiz Carlos da Costa (PSC), o Pastor Luiz Carlos, apostam no adiamento da medida. Para Derli, o plano pode ser importante para o futuro e corre o risco de ser rejeitado em votação. Já Luiz Carlos diz que uma decisão não pode ser tomada sem o parecer dos técnicos responsáveis e que a próxima gestão deve rever o projeto. O também vereador Marcos Antonio dos Santos (PTB), o Maizena, quer adiar a votação e disse que se entrar na pauta vai votar contra. Luiz Carlos Geraldo (PT), o Professor Luizinho, também é contra o plano. Para Said Raful (PSD), o projeto está errado desde o começo e não deve ser adiado. Ele é a favor de a medida entrar em pauta e ser barrada em votação na Câmara. O projeto de lei, de autoria do prefeito, busca se adequar a lei estadual que regulariza as áreas de mananciais. O plano tramita pela Casa de Leis desde julho. Uma audiência pública ocorreu no final de outubro e a votação foi adiada por duas vezes. Na primeira a votação foi cancelada por conta de uma queda de energia. Já na última votação, há duas semanas, a decisão foi adiada devido à apresentação de emendas ao texto.

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