A criação do Plano de Mobilidade nas cidades da região será um desafio para os prefeitos eleitos. O documento deverá contemplar o instrumento Polo Gerador de Tráfego, que visa estabelecer medidas mitigadoras para minimizar o impacto do trânsito e transporte de novos empreendimentos. O assunto foi discutido ontem na reunião do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) com os atuais e futuros gestores das prefeituras nas áreas de Mobilidade Urbana e Habitação. Na Mobilidade Urbana, área que envolve desde a questão da acessibilidade e transporte coletivo até a criação de novos corredores viários, os gestores falaram sobre a importante aproximação com as secretarias e empresas ligadas ao governo do Estado para informações sobre projetos e reivindicações de investimentos no Alto Tietê. Um exemplo foi a reunião, em novembro, de representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que se comprometeram com os municípios a solucionar rapidamente as falhas na operação das linhas intermunicipais, após a troca de concessionárias. Coordenador da Câmara Técnica do Condemat, Nobuo Aoki Xiol também apresentou alguns desafios para os novos gestores. Entre eles, a exigência de elaboração do Plano de Mobilidade para os municípios com mais de 20 mil habitantes. "Quem ainda não fez, tem sete anos, a contar de 2016, para desenvolver o Plano Municipal de Mobilidade e fazer a integração com o Plano Diretor, caso contrário, o município ficará impedido de receber recursos federais", alertou Xiol. Os desafios da área estão em setores que já vem sendo discutidas pelas prefeituras, mas que precisam avançar ainda mais. O secretário de Transportes de Poá, Greg Iassia Dias, destacou o trabalho desenvolvido pela Câmara Técnica de Mobilidade em prol de resultados no âmbito regional. "A Câmara Técnica proporcionou muitas coisas e bons resultados para a cidade na área de transporte", comentou. HABITAÇÃO Na área de Habitação, os gestores discutiram as demandas da região, a interlocução com o Estado e a União e as ações que colocaram em evidência a importância das políticas públicas de habitação, entre elas, o 1º Seminário de Habitação do Alto Tietê, realizado em junho. Sobre os desafios para as futuras gestões, a coordenadora da Câmara Técnica de Habitação, Chandra Vidal Costa Zadra, apontou a necessidade de desenvolvimento da regularização fundiária numa escala maior e mais rápida. "O tema principal na Habitação para os próximos anos será a regularização fundiária de interesse social e em área de mananciais", apontou Chandra, ao lembrar que a região conta agora com a Lei Específica do Alto Tietê, que traz instrumentos para ajudar na regularização em áreas protegidas. Outro desafio é o acompanhamento social das famílias beneficiadas com unidades habitacionais dos programas Minha Casa, Minha Vida e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), com o objetivo de conscientizar de não vender, locar ou ceder o imóvel.