Diante da Operação Lava-Jato e dos escândalos de corrupção que abalaram o País nos últimos anos, a população geral tem se mostrado mais ativa para os assuntos políticos à medida que a situação chega a afetar o cotidiano. A decadência em setores como saúde, educação e segurança não é exclusividade de municípios. Os movimentos sociais que são acompanhados desde junho de 2013, impulsionados com o auxílio das redes sociais, representam uma quebra no paradigma do povo como pacífico e inerte à corrupção em âmbito municipal, estadual e federal. Há mais de dois anos o procedimento investigatório da Operação Lava-Jato vem desvendando as corrupções ocultas nos contratos licitatórios de entes públicos. Para o advogado e presidente da sede suzanense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wellington da Silva Santos, hoje, os munícipes e todos os brasileiros despertaram uma maior fiscalização a respeito da corrupção. "Entendo que, infelizmente, a corrupção se tornou até cultural em todos os ambientes. Contudo, com os escândalos da Operação, essa desvirtuação tomou proporções exageradas e abriu os olhos da população. Esse tipo de corrompimento resulta na situação que atualmente vivemos, com a ausência de saúde para o povo e problemas culturais com a educação". O advogado ressalta a maior participação política do povo e o uso das redes sociais. "Por meio da sociedade organizada há mecanismos para acompanhar os procedimentos licitatórios e fazer maior participação efetiva em todos os projetos sociais. Hoje a repercussão das redes sociais afeta até as votações do congresso. Esse é um movimento que enraíza não só no município". De acordo com Santos, a educação pode transformar o futuro e a democracia é a melhor forma de governo. "Acho que, com a voz do povo, no futuro estaremos próximos de acabar com o mal da corrupção. Acredito muito na educação de qualidade que irá resultar em melhores cidadãos que deverão escolher novos representantes, com ideais para um Brasil melhor. O País conquistou a democracia. A república é a melhor forma de governo, o que precisamos é criar mecanismos para combater a corrupção", finalizou.