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Cidades

CPTM descarta implantação de trens de passageiros em Palmeiras

13 dezembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
CPTM descarta implantação de trens de passageiros em Palmeiras

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Palmeiras anunciou que vai reivindicar novamente a vinda dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por meio de uma reunião com a empresa. A alegação é de que existe um contrato de 1990 que assegura o transporte de passageiros no local. Contudo, em nota, a CPTM explica que a possibilidade é descartada por diversos aspectos, entre eles a baixa demanda da região. De acordo com a companhia, não existem projetos para a operação do transporte de passageiros nas passagens entre Suzano e Ribeirão Pires. O trecho ferroviário entre a cidade suzanense e Rio Grande da Serra foi concedido para exploração do transporte de carga pelo governo federal. Além disso, a nota ressalva que a região do Distrito de Palmeiras é atendida por ônibus metropolitano e tem baixa densidade populacional. “A atividade econômica do local também é insuficiente para receber o atendimento de um serviço de transporte de alta capacidade. Os trens da CPTM estão em regiões com demanda de mais de 20 mil passageiros por hora e sentido”, explicou em nota. A companhia ainda diz que a via existente hoje em Palmeiras é singela, uma única via não eletrificada para realizar dois sentidos de viagem. O local ainda conta com diversas passagens de níveis, que teria que parar o trânsito local para o trem passar. A implantação de estações com a devida inserção urbana necessita de estudos e investimentos aprofundados. Além disso, a CPTM explicou que qualquer novo serviço que viesse a ser disponibilizado necessitará de grandes intervenções para recebê-lo nas estações de integração. Investimento em novos trens, em recondicionamento da via, implantação de novas estações, vedação da faixa ferroviária, construção de viadutos e passarelas de transposição, estacionamento de trens, unidade de manutenção, e implantação de rede aérea e subestações de energia serão necessárias. Além de entendimentos com a União, uma vez que se requer o não compartilhamento de trens metropolitanos de passageiros com trens de carga. Atualmente os trilhos são usados pela MRS Logística.

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