Os amigos e familiares de Rodrigo Emanuel Amaya, conhecido como Rodrigo Rojo, estão se mobilizando na periferia de Longchamps, em Buenos Aires, na Argentina, para trazer o corpo do rapaz de 25 anos de volta para casa. O malabarista argentino morreu no último dia 6, afogado na Lagoa Azul. O jovem estava se refrescando na lagoa, por volta das 19 horas, quando se afogou. Ele vivia no Brasil há três anos e chegou a morar na Capital e em Mogi das Cruzes. Desde a tragédia, o corpo permanece no Instituto Médio Legal (IML) de Suzano, com orientações do Consulado Argentino do Brasil para que, por hora, permaneça lá. "Sou amiga dele há muito, muito tempo. A gente mora perto da família dele e está juntando dinheiro com os parceiros, amigos, para que a mãe consiga leva o corpo para lá (Argentina)", explicou a argentina Marisa Mozzoni, de 28 anos. Ela conversou com o DS por telefone da cidade em que a família de Rodrigo mora, Buenos Aires. Marisa explicou que a família contatou a Embaixada Argentina no Brasil para ter ajuda, porém diz que o consulado informou que não poderia ajudar financeiramente. Para levar o corpo até a Argentina, seria necessário o pagamento de 100 mil pesos, moeda argentina, o semelhante a R$ 20 mil. A família é humilde e como só possui a mãe para sustentar a casa, não tem o valor para fazer a transferência do corpo para a Argentina. A alternativa mais barata sugerida seria a mãe de Rodrigo, Antonia Del Valle Gonzalez, de 49 anos, vir ao Brasil, cremar o corpo e voltar com as cinzas. A doméstica falou ao DS que não quer cremar o filho. "Três anos sem ver meu filho. Aqui tem a família toda, muitos irmãos, o pai dele que está em recuperação de derrame", afirmou. Até agora, com a ajuda de muitos familiares, amigos e a mobilização por meio do Facebook, a família conseguiu juntar cerca de 50 mil pesos, cerca de R$ 10 mil, metade do necessário. Enquanto não consegue a quantia, a família tem conversado com a Embaixada todos os dias para ter contato com o IML de Suzano e ter certeza que o corpo está seguro. Qualquer pessoa interessada em ajudar, pode contatá-los pelos WhatsApp, +55 11 975616517, com Agustín, ou com Marisa no + 54 11 56445290. O DS contatou o Consulado Argentino que informou que não pode passar informações sobre o caso, já que são restritas à família. Contudo, o órgão afirmou que foi procurado pelos familiares de Rodrigo e que apoio com documentações e comunicação está sendo realizado.