Quinze denúncias de trabalho escravo na região foram recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) durante o período de janeiro a outubro deste ano. A informação foi divulgada pelo órgão. Em 2015, no mesmo período, a instituição havia registrado 11 casos. Um aumento de 36,36% em um ano. O dado leva em consideração as dez cidades da região mais os municípios de Caieiras, Francisco Morato, Guarulhos e Franco da Rocha. O Ministério Público do Trabalho é um dos ramos do Ministério Público da União e atua como órgão independente atuando em defesa dos direitos do trabalhador. Após receber as denúncias, elas precisam ser encaminhadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que é o órgão que realiza a fiscalização do trabalho. O MTE divulgou, por meio de nota, que na região foi realizada uma fiscalização em 2015 de trabalho escravo na cidade de Suzano. Já em 2016, não há registros. Porém, o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego em Suzano, José Luiz Lázaro, divulgou que foi realizada uma fiscalização em Ferraz de Vasconcelos, em junho. "Tivemos trabalhos concretos com ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho. A ação foi em uma confecção em Ferraz com trabalhadores paraguaios que teve iniciativa do Ministério Público", explicou. Os funcionários tiveram rescisão e pagamentos de verbas indenizadoras. Na ocasião, cinco paraguaios foram encontrados em condições de trabalho escravo em uma oficina de costura. "Trabalho escravo pode ser na condição deixar trabalhadores alojados em considerações desumanas, precárias. Ou o trabalho, em confecções, quando os trabalhadores são explorados. Trabalham pela comida", explicou Lázaro. No segundo semestre do ano passado, o DS noticiou três ocorrências de trabalho escravo no município. Em setembro dois casos foram flagrados. Um deles aconteceu em um alojamento no Jardim Santa Inês, em Suzano, que abrigava 12 trabalhadores nordestinos que realizavam atividades em uma obra em São Paulo. O outro aconteceu em Itaquaquecetuba, quando a Polícia Militar libertou nove peruanos vítimas de trabalho escravo em uma oficina de costura no bairro Jardim Paineira. Em novembro o Ministério do Trabalho flagrou trabalhadores em situação de trabalho escravo em uma obra do Minha Casa, Minha Vida, na Rua Washington Luiz, no Jardim Europa, em Suzano. Pelo menos seis homens, entre ajudantes e pedreiro, estavam alojados em uma casa precária, sem condições de habitação, próxima da construção.