Os detentos de Suzano não têm sido encaminhados diretamente ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, como o habitual. Isso porque essas pessoas têm sido levadas à cadeia de Mogi das Cruzes e para o Fórum do município para passarem por audiências de custódia que podem decidir por penas a serem respondidas em liberdade. A informação foi divulgada pela Secretária de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP). De acordo com a pasta, o Estado de São Paulo tem investido na realização das audiências de custódia, que tem colaborado para reduzir o número de inclusões de pessoas presas nos Centros de Detenção Provisória, pois por determinação judicial são autorizadas a responder o processo em liberdade. Já entre os que estão nos CDPs da região, em Suzano e Mogi, durante o ano de 2016, 2.957 foram removidos para outras unidades penais visando cumprimento de pena, sendo 1.400 de Suzano e 1.557, de Mogi. Isso porque, após serem condenados, os detentos não podem permanecer no centro provisório e são levados definitivamente ao espaço onde cumprirá pena. Mesmo assim as unidades trabalham com superlotação. Com a capacidade máxima de 844 presos, os CDPS mais que o dobro de presos. Em Suzano há 1.873 e em Mogi 1.961. O DS, que acompanha o cenário policial no município diariamente, tem observado a transferência dos detentos há pelo menos um mês. A SAP explica que após as audiências de custódia, os presos são, posteriormente, em caso de prisão, incluídos normalmente no CDP de Suzano. Segundo a SAP, são mantidas parcerias com a Defensoria Pública e a Corregedoria Geral de Justiça para atendimento legal aos sentenciados e a realização de mutirões para análise dos pedidos de progressão de regime. Desde o início do Plano de Expansão de Unidades Prisionais a pasta entregou quase 20 mil vagas no Estado. Além de inaugurar 22 Estabelecimentos Penais e outros 17 presídios estão em construção. Além do programa de expansão e modernização do sistema penitenciário paulista, o Governo do Estado de São Paulo também tem investido na ampliação de vagas de regime semiaberto, seja pela ampliação das atuais unidades penais existentes, seja pela construção de alas de progressão penitenciária em unidades penais de regime fechado. Dentro desse Programa, já foram entregues quase 8.000 vagas e estão em construção outras 600.