Os dois viadutos de Suzano, Ryu Mizuno e Leon Feffer, preocupam motoristas e pedestres devido às constantes trepidações. Os relatos demonstram a insegurança daqueles que trafegam pelo local. Segundo eles, os viadutos chegam a balançar dando a sensação de que a estrutura pode cair. Além disso, os espaços registram diversos problemas, como falta de manutenção e de segurança contra roubos. Uma das pessoas que temem a segurança nos locais em razão dos fortes balanços é a professora Adriana de Almeida. Ela contou que anda várias vezes pelo Ryu Mizuno e fica aflita quando passa veículos pesados. "Fico insegura toda vez para passar aqui. Fica travando e não para um só instante. Por ser alto demais e ter um espaço pequeno para andar, fico com medo de cair", explicou. Além das trepidações, os viadutos contam com outros problemas. Entre eles estão algumas médias rachaduras, descarte de lixo no entorno, pichação nas paredes, moradores de rua vivendo de baixo e cabos de luz espalhados pelo trajeto dos pedestres, que também é alvo por ser pequeno. "Os viadutos já foram reformados uma vez. Porém, deveriam ter mais cuidado e analisar mais vezes as condições deles. Todos esses fatores maléficos também contribuem com as trepidações", disse o gerente de controladoria Sérgio Chagas Ramos. A Prefeitura informou que os serviços de limpeza dos viadutos, como capinação, varrição e retirada de entulhos está prevista para as próximas semanas. Roubos também são frequentes nos locais. Isso porque os espaços ficam vulneráveis de noite. O cozinheiro Francisco Nogueira falou que todo dia passa o mais rápido possível para não sofrer com nenhum dos problemas. "Aqui não se pode bobear. Como sempre passo de bicicleta e procuro ir bem rápido para que não tentem me assaltar ou que o viaduto caia. Os dois problemas são possíveis e factuais". Para o fiscal Marcel Almeida Batista, é um tormento passar mais de seis horas por dia em cima do viaduto Leon Feffer. "Sinto muito medo de ficar aqui, pois não tenho segurança. Porém, é o meu trabalho como fiscal e preciso ficar", lamentou.