Focado e com boas perspectivas para o maior desafio político de sua vida, o prefeito eleito Rodrigo Ashiuchi (PR) já traçou ações para os 100 primeiros dias de governo. Enfático, ele afirmou que prepara projetos para a saúde, segurança e zeladoria. Entre as principais novidades que o republicano trará a partir de 1º de janeiro está a inserção no site da Prefeitura de um canal direto com a população para mapear os buracos nas ruas do município. Ashiuchi falou de suas metas em entrevista concedida na sede do DS, nesta semana. O conteúdo completo da conversa com os jornalistas Edgar Leite e Gabriele Doro está disponível a partir de hoje no canal do YouTube e no site do jornal. Diário de Suzano: Quais suas impressões sobre o processo de transição e como acha que vai encontrar a Prefeitura a partir de janeiro? Rodrigo Ashiuchi: Estamos terminando agora a finalização do relatório de conclusão dos trabalhos da transição. A situação de Suzano não é fácil. A cidade tem uma dívida muito grande. DS: Os principais problemas nos bairros são os buracos. O que será feito? Ashiuchi: Temos o plano emergencial de 100 dias. É importante cortar mato, tapar buraco, deixar a cidade com aspecto de limpeza. Nossa cidade está abandonada. DS: Esse trabalho será feito nas áreas centrais, em toda a cidade? Ashiuchi: No nosso portal da Prefeitura será criado um serviço em que o cidadão poderá apontar onde está o buraco. Ele poderá até tirar foto. DS: O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, tinha prometido não reajustar tarifa de ônibus, mas ele voltou atrás devido os recursos que precisaria tirar os cofres municipais. Em Suzano o que o senhor pretende fazer? Ashiuchi: Vou conversar com todas as prestadoras de serviços. Queremos fazer um transporte que atenda o suzanense. Com relação à tarifa, vou conversar com a Radial, sempre prezando o interesse do povo suzanense. O reajuste é uma coisa, aumento abusivo é outro. Vou estudar as planilhas para saber se há necessidade de aumento. Minha tendência é a favor do povo de Suzano. DS: O Uber tem sido uma polêmica. Pretende discutir essa regulamentação? Ashiuchi: A questão do Uber é uma tendência mundial. Vou chamar os taxistas, as pessoas que usam o Uber para discutir da melhor maneira possível. Tudo de forma coerente e amigável. DS: Na saúde, a Santa Casa é sempre o assunto central. O que pode ser feito para resolver essa questão? O sr. vai manter a intervenção? Ashiuchi: Temos planos de ações para a Santa Casa que tem uma dívida para mais de R$ 60 milhões. A Santa Casa passa por um de seus piores momentos. Vou manter a intervenção, por enquanto. Mas logo no primeiro dia estamos providenciando auditoria. Sobre a intervenção, não posso devolver para a irmandade uma Santa Casa que tem o problema de R$ 60 milhões (em dívidas). DS: Ainda falando de saúde, para os próximos meses ficou prometido a entrega do Hospital Estadual, mas há a grande discussão se o hospital vai ser ou não de portas abertas. Pretende discutir isso com o Estado? Ashiuchi: O hospital das Clínicas não vai ser de portas abertas. Isso é um fato. Quem falou isso foi superintendente do próprio HC. É um hospital fechado, de retaguarda. Será um hospital de portas fechadas e vai atender pela fila do Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde). O que eu quero mudar, é que algumas vagas do Cross sejam feitas para os suzanenses e para o Alto Tietê. DS: No mandato do ex-prefeito Marcelo Candido foi iniciado projeto para a construção do Hospital Regional Federal. De lá para cá ocorreram licitações, mas ainda o projeto não saiu no papel. Isso deve continuar, mesmo tendo um Hospital Estadual na cidade? É viável manter o projeto? Ashiuchi: É muito viável. O Hospital Federal terá três fases. A primeira interessa muito ao povo suzanense. É quando será construído o Pronto-Socorro. Nesta primeira fase, o custo já está depositado na Caixa Econômica Federal, na base de R$ 27 milhões. DS: Duas questões são discutidas há muitos anos: a Arena do Max Feffer e a conclusão da Marginal do Una. Acha que é viável concluir essas obras e de ir atrás de ajuda do governo federal e estadual para conseguir ajuda? Ashiuchi: Estou trabalhando muito para essas duas obras. Também para a conclusão da alça do Rodoanel. Queremos a expansão da Estrada dos Fernandes com a Avenida Roberto Simosen para “fazer” todo esse anel viário. Com relação ao Max Feffer já estou trabalhando nisso. Sobre a Marginal do Una, nos primeiros dias nosso corpo de secretários estará debruçado para saber quais são as opções que a gente possa adotar. DS: O Plano de Governo do senhor tem a proposta de ampliação de vagas do ensino infantil. Como pretende fazer isso, já que o déficit é grande? Ashiuchi: Temos um projeto que são parcerias conveniadas. Vamos ter remanejamento de escolas, mas dentro dos bairros. Estaremos trabalhando muito para gerar mais 500 vagas da nossa rede e começar a diminuir o déficit. DS: Temos uma nova composição da Câmara definida. Como você acha que será uma relação com a Casa? Ashiuchi: Eu tive uma conversa com os vereadores no final das eleições. Agora é o momento para esquecer as questões partidárias. Somos todos suzanenses, queremos uma cidade melhor e estaremos reunidos para fazer tudo aquilo que o suzanense espera de nós. DS: Vai acompanhar a eleição para o povo presidente da Câmara? Apóia alguém? Zaqueu Rangel é um dos pré-candidatos confirmados, é um nome que agrada ou prefere ficar longe dessa discussão? Ashiuchi: A Câmara é autônoma; o Poder Legislativo separado do Executivo. O que os vereadores escolherem vai ser o melhor para a cidade. Não tenho divergência com nenhum dos 19 vereadores. Deixo por conta deles e não tenho torcida nenhuma, minha torcida é pela cidade de Suzano. DS: O senhor já anunciou o secretariado e o corte de secretarias. Como define seu secretariado? Ashiuchi: São pessoas competentes, que gostam da cidade de Suzano. DS: Qual será a primeira ação de governo? Ashiuchi: Vai ser um conjunto de ações. A questão da limpeza das ruas, mutirão nos bairros. Na saúde, médicos e remédios. Temos a questão da zeladoria, que é tapar buraco, cortar mato. E na parte administrativa começamos com contenção de gastos: cortar carros, cortando celular, até cafezinho. DS: O que a população suzanense pode esperar do Rodrigo Ashiuchi a partir do dia 1º de janeiro? Ashiuchi: Pode esperar um jovem suzanense que vive a cidade, que está muito motivado, com um grupo de pessoas preparadas para fazer a mudança. Muito trabalho e empenho 24 horas. Pode esperar, desde o dia 1º, o início de um grande trabalho de reconstrução.