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Cidades

Thomaz Fidalgo completa quase 20 anos na profissão de Papai Noel

24 dezembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Thomaz Fidalgo completa quase 20 anos na profissão de Papai Noel

Em Suzano, não é difícil ver o trenó do Papai Noel percorrer as ruas da cidade em dezembro. O espírito do Natal toma conta de todos com a aproximação das festas do fim do ano e o aposentado Thomaz Fidalgo, de 64 anos é quem mais entra no clima. O bom velhinho realiza o trabalho voluntário na cidade há 19 anos e tem agenda lotada. O porquê é assim ele mesmo diz: "É dedicação. Em janeiro já trabalho em cima disso". O aposentado faz visitas a escolas e bairros carentes, distribui presentes de Natal e traz a alegria dos pequenos na cidade. Desde o dia 22 de novembro, data em que começou as atividades este ano, atendeu mais de duas mil crianças de creches do Caritas. Continuou as atividades até ontem em escolas, hospitais e asilos. Além disso, ele arrecadou 300 brinquedos que foram encaminhados para doação. Além de se parecer com o bom velhinho, com seus cabelos grisalhos, Thomaz tem, em sua residência, a 'Casa do Papai Noel'. Isso porque o morador resolveu redecorar todos os cômodos da sua casa para ficar acessível às crianças que o visitam para conversar com o bom velhinho. A residência que tem um trenó construído com motor de fusca e material reciclado como ferro fundido, garrafas pets, tambores. Tudo feito à mão; e uma rena estacionados na garagem e um cômodo com a tradicional poltrona do Papai Noel, também tem sala, cozinha e banheiro decorados. Para cumprir a missão de levar alegria às crianças, Fidalgo chega a perder seis quilos devido a roupa quente que precisar usar em pleno verão. "Sou o único que faço o trabalho voluntário nesse porte. Até no Brasil é meio difícil. Mas não ligo para isso. É uma ignorância querer ser mais que os outros. O lugar mais pobre é onde eu vou mais bonito. Quero ficar bem bonito para aquelas crianças. É uma coisa tão positiva, energia positiva", contou. Fidalgo, em seus anos de trabalho voluntário, acumula histórias tocantes. Uma delas aconteceu há quatro anos. Uma garota, de 12 anos, entregou uma cartinha ao Papai Noel e mais tarde ao lê-la, Thomaz se deparou com a história sobre um pai com depressão que havia tentado se matar. Em condição de pobreza, a criança pediu a visita do Papai Noel para alegrar o pai. "Ela me entregou a carta porque o pai queria morrer, tinha tomado veneno e ficado internado. Fizemos uma carreata. Ela tinha me dito que nunca teve uma ceia. Buscamos peru, cesta básica, roupas para a criança e fomos lá. Abracei o cara e expliquei que tive problemas na vida, mas que levantei a minha vida. O homem seguiu meus conselhos", contou.

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