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Cidades

Papelarias recebem lista de material escolar; preço ficará até 15% maior

28 dezembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Papelarias recebem lista de material escolar; preço ficará até 15% maior

As papelarias da região central já têm recebido os pedidos das listas de materiais. O aumento nas vendas é percebido desde novembro, contudo o movimento ainda deve melhorar até março do ano que vem. De acordo com lojistas, a disponibilidade de materias escolares através da rede pública influencia na procura das lojas. O acréscimo nos preços pode chegar a 15%. A papelaria e bazar Rollú recebe orçamentos de materiais escolares através de emails. Segundo a supervisora Regiane Nagasaki, há dois anos a prática tornou-se comum. "Muitos pais pedem um orçamento das listas através do email para uma pesquisa de preços. O movimento de pessoas na loja também já é grande, este ano começou mais cedo que o ano passado. Acredito que o adiantamento do 13º tem contribuído". Para a supervisora, é esperado um aumento significativo nas vendas. "Esperamos até 20%. O número de alunos na rede pública influencia porque eles não procuram nas papelarias. Os alunos de escola particular já chegam com a lista completa e investem em estojos e cadernos, principalmente as meninas. O acréscimo no preço deste ano está grande, uma média de 15% de aumento e a previsão é de crescer ainda mais". De acordo com o proprietário da Suzupel Comercial, Maurício Takashi, a clientela é mantida e um movimento ainda maior é esperado. "As listas já aparecem, conforme os alunos são matriculados. O período de volta às aulas vai até março, então esperamos mais gente. Os preços, em geral, ajustam de acordo com a inflação. Serão cerca de 6% a mais. Nada muito fora do comum". A gerente da papelaria Yama Print, Rosemeire Yamauchi, conta que alguns produtos terão um aumento substancial. "Estou otimista quando ao movimento, mas já temos materiais que chegaram a aumentar três vezes só neste ano. São produtos como papel, fita adesiva, embalagens e cola, depende da matéria-prima. Tem produtos importados mais em conta que nacionais". A analista financeira Sandra Hamada comprou quatro novos cadernos para dar início ao curso de idiomas. "Gastei R$37,50. Acho que os personagens estampados e a qualidade do produto influenciam muito no preço". A empresária Abgail La Salvia já adquiriu os produtos solicitados na lista de materiais do filho que iniciará a 3ª séria. "Acho que os preços estão como no ano passado. Sempre compro entre novembro e dezembro para pegar os melhores preços. Quando está muito próximo do início das aulas, os materiais têm um acréscimo de pelo menos R$0,30. Isso faz uma diferença enorme".

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