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Cidades

Balão é visto em Suzano; Bombeiro alerta para riscos de incêndios

29 dezembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Balão é visto em Suzano; Bombeiro alerta para riscos de incêndios

Um balão foi flagrado na manhã de terça-feira sobrevoando Suzano. O objeto no céu foi levado pelos ventos para a cidade de Mogi das cruzes. O DS flagrou o balão por volta das 10 horas. Segundo moradores da Vila Amorim, além do balão fotografado na terça-feira, foram vistos outros dois. Soltar balões é crime ambiental, conforme o artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais, que deixa claro que "fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano", não é permitido. A pena prevista é a detenção de um ano a três anos, além de uma multa no valor de 5 mil reais. As denúncias podem ser feitas pelos telefones do disque-denúncia (181), Polícia Militar (190) e Bombeiros (193). Nos últimos anos, 65 baloeiros foram detidos na Grande São Paulo e 210 balões apreendidos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 219 incêndios que ocorreram no mesmo período foram causados por eles. Recentemente, em São Paulo, um balão de 8 metros de altura danificou 400 dos 3.800 metros quadrados do telhado do Centro Cultural São Paulo, no Paraíso. O incêndio mobilizou 32 bombeiros. Nos meses de junho e julho, esses “trambolhões voadores”, como classificam alguns moradores, se tornam mais comuns, pois a prática ainda está associada às festas juninas. O inverno, com ventos frios e pouca umidade do ar, é ideal para que os balões alcem vôos longos e altos. São essas mesmas condições climáticas, aliás, que favorecem os incêndios. “Mais da metade das ocorrências do ano são registradas nos meses de ar seco”, aponta o Corpo de Bombeiros de São Paulo. Em média, os balões têm 20 metros de altura e custam em média R$ 800, dependendo do tamanho, do acabamento e do material empregado. Os mais caros chegam a ser equipados com sistema GPS, o que permite sua recuperação com maior facilidade. Uma turma de baloeiros pode levar um ano para preparar o seu, principalmente por causa dos detalhados desenhos que costumam estampá-los.

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