Com a volta às aulas em fevereiro, os pais começam a procurar as lojas de materiais escolares. Para orientar os consumidores, o Procon realizou uma pesquisa de preço em Suzano que aponta a variação de até 1.450% nos valores. Para isso, o órgão fez o levantamento das listas de materiais escolares solicitados pelas unidades de ensino e visitou quatro lojas diferentes. Os dados foram divulgados pela diretora do Procon de Suzano, Daniela Itice. O material com maior variação encontrado foi o Envelope Pardo A4. Se na loja 1, o produto era encontrado por R$ 0,20, na loja 4, ele custava R$ 3,10. Uma variação de 1.450%. O segundo produto com maior variação de preço (1.147%) é o minidicionário de Língua Portuguesa. Na loja 3, o material é encontrado por R$ 4, já na loja 4, o mesmo produto custa R$ 49,90. Mesmo o produto com menor variação de preço tem a diferença de 13,6% no valor. O tubo de cola Tek Bond era encontrado com valores entre R$ 5,90 e R$ 8,75. "Há variações enormes. A comercialização é legal. Por isso, a orientação do Procon é que pesquise, porque como vemos, os preços podem variar muito de uma loja para outra e verifique se em casa tem material, para não precisar comprar. Às vezes, os pais querem comprar tudo numa loja só e isso não garante nenhuma economia", explicou a diretora do Procon. Para ela, a solução é comprar o material em várias lojas buscando os preços mais baratos. "É não ter preguiça. É ter paciência de pesquisar em várias lojas, para garantir que vai sair mais barato, que vai conseguir um preço justo. Tem que comprar picado", explicou. Daniela orienta ainda que os pais fiquem atentos a pedidos abusivos nas listas de material escolar. "Os pais tem que verificar que tem alguns produtos que não podem ser inclusos na lista de materiais, que são destinados ao uso coletivo, como papel higiênico, material de limpeza, produtos de escritório. É proibido. O que pode ser pedido é o que o aluno vai utilizar individualmente na escola", contou. Essa situação foi flagrada pelo próprio Procon durante a solicitação de listas de materiais para que fosse realizado a pesquisa. "Quando ligamos para as escolas para pedir essas listas, vimos que tinham essa quantidade absurda de pedido de papel sulfite e então ligamos para orientar. Caso não tirem da lista, vai haver fiscalização", esclareceu. Um exemplo da utilização das folhas sulfite é a impressão de apostilas aos alunos e Daniela explica porque não pode ser feito. "A apostila já está inclusa no valor da mensalidade ou então eles colocam à venda, então já tem a cobrança desse custo, o pai não pode ser onerado novamente".