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Cidades

Indústria da região fecha 2016 com 6 mil demissões

20 janeiro 2017 - 07h01 Por Gabriely Machado

Com 650 dispensas só em dezembro, a indústria de transformação do Alto Tietê encerrou 2016 com o fechamento de aproximadamente 6 mil postos de trabalho, segundo dados divulgados ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A retração de 9,36% no nível de emprego foi uma das maiores do Estado e agrava uma situação que se arrasta desde 2014. Nos últimos três anos, o setor demitiu 15 mil trabalhadoresem oito cidades da Região (Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano) e enfrenta um dos piores períodos da sua história. Os dados do Ciesp mostram que a retração no emprego industrial no Alto Tietê, em 2016, foi pior do que a médiado Estado (-6,58%), onde foi contabilizado um decréscimo de 152 mil vagas de trabalho.Das 6 mil vagas fechadas na Região, a maior parte se deu nas indústrias de metalurgia (o setor reduziu o nível de emprego em 67%); equipamentos de informática /produtos eletrônicos (35%); celulose/papel (10,44%) e artefatos de couro (10%). De 18 setores pesquisados, só três encerraram o ano com variação positiva no nível de emprego: produtos alimentícios (1,49%), bebidas (1,20%) e veículos automotores/autopeças (1,67%). Na comparação com 2015, o saldo de 2016 é melhor, já que no ano anterior foram registradas 7 mil demissões no Alto Tietê. "Mas isso não traz qualquer conforto. Pelo contrário, 6 mil postos de trabalho fechados refletem uma condição igualmente desastrosa. No intervalo de 24 meses, são 13 mil trabalhadores dispensados e se somarmos também 2014, quando a curva entrou na descendente, o saldo não poderia ser pior: 15 mil industriários perderam o emprego na nossa Região. Estamos falando de uma retração de mais de 20% em três anos. Isso significa que mesmo com a eventual recuperação da economia, levará muito tempo para que esses postos de trabalho sejam reativados", avalia o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro.

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