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Cidades

Reajuste da tarifa é condicionado à construção de dois terminais

29 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Reajuste da tarifa é condicionado à construção de dois terminais

O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), exigiu que a Radial Transporte, empresa concessionária do transporte público, construa dois terminais em Suzano, como contrapartida para aceitar o reajuste da passagem de R$ 3,80 para R$ 4,10. O DS publicou matéria ontem sobre o novo valor da tarifa. A revisão de pontos de embarque e de desembarque e, sobretudo, a manutenção do passe-livre, que concede gratuidade a 3 mil estudantes também foram outras exigências. Há algumas semanas, representantes da concessionária de transporte público protocolaram a solicitação de reajuste para apreciação do governo municipal, alegando aumento de salário de funcionários (cobrador e motorista - 8%), em obediência aos sindicatos das categorias; aumento no valor do combustível (diesel - 3,5%), inflação e reajustes em outros itens que fazem parte da estrutura operacional do serviço prestado e índices, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC). A princípio, Ashiuchi considerou "abusivo" o valor sugerido, R$ 4,90, que, sem sua análise, não acompanha a realidade financeira do cidadão que depende do transporte público para se locomover, trabalhar e estudar. Após diversas reuniões realizadas entre representantes da administração municipal, incluindo a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana, e da empresa, o prefeito sugeriu que a mesma estudasse a possibilidade de trabalhar com um valor menor e que, além disso, apresentasse contrapartidas para o setor. As negociações foram concluídas nesta sexta-feira. Na oportunidade, a concessionária chegou à redução de R$ 4,20 em relação aos R$ 4,90 sugeridos a princípio. O valor não satisfez Ashiuchi, que pediu R$ 4,10. O chefe do Executivo ainda esclareceu que só aceitou o pedido de reajuste por parte da empresa de ônibus visando à continuidade do passe-livre, que está em vigor no município desde 2014 e que atende, atualmente, cerca de 3 mil estudantes, oferecendo gratuidade. Com base na delicada situação financeira dos cofres locais, seriam grandes as chances de o programa ser extinto pela atual administração, tendo em vista que um significativo valor da pasta da Educação é destinado à sua manutenção. Contrapartidas Em contrapartida ao reajuste na tarifa, a empresa vai construir um terminal de ônibus no distrito de Palmeiras, região sul de Suzano, e um para vans, no Parque Maria Helena, no lado norte da cidade. Ashiuchi também solicitou que a concessionária invista na reforma de pontos de embarque e de desembarque que estão deteriorados e na instalação de novos, onde não há a cobertura. Atualmente, a empresa opera em Suzano das 3h20 à 1h40 da manhã, em 18 linhas. Um total de 125 ônibus atuam nos itinerários. Para divulgar sobre o reajuste, que passa a valer a partir da 0 hora de 1º de fevereiro, a concessionária se comprometeu a instalar na parte interna dos ônibus panfletos informativos. Para Ashiuchi, mais importante que o reajuste da tarifa, a fim de que o serviço não seja sucateado no município, é a fiscalização por parte da administração local quanto ao serviço prestado, que deve ser de qualidade. "Só estou reajustando, porque entendo que, se não fizermos isso agora, corria-se o risco de os estudantes ficarem sem o passe-livre, pois não há dinheiro em caixa para tanto. Também estou cobrando contrapartidas importantes, como os terminas em Palmeiras e no Boa Vista, e as coberturas de ônibus. De qualquer forma, não podemos visar lucro, por isso achei absurdo e abusivo R$ 4,90. Lutei ainda pelos R$ 4,10. E, o mais importante, quero e exijo qualidade", considera.

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