A Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana acompanhou, no domingo e ontem, a colocação de informativos no transporte coletivo de ônibus e de vans da cidade sobre o novo valor da tarifa (R$ 4,10), que passa a valer a partir de amanhã. O objetivo da municipalidade é garantir que todos os veículos contem com os panfletos que esclarecem o usuário quanto ao reajuste, que é de 9,2%. A legislação vigente determina que qualquer decisão que cause mudanças no dia a dia do cidadão seja divulgada previamente por parte dos órgãos concessionários. O chefe da pasta, José Alves Pinheiro Neto, acompanhou os trabalhos ao lado da equipe de fiscalização. Segundo ele, é imprescindível que, tanto as vans quanto os ônibus deixem claro aos passageiros sobre o novo valor da passagem em Suzano, de forma antecipada, justamente para que o cidadão não seja pego de surpresa na data que o reajuste entrar em vigor. "Todos os veículos já contam com um aviso prévio sobre o novo valor da tarifa. Além de confirmarmos se essa norma está sendo cumprida pela empresa concessionária do transporte público no município, também aproveitamos a fiscalização para orientarmos os funcionários a conversarem com os passageiros nestes dias, para que, na quarta-feira (amanhã), todos já se programem para a mudança", explica. Na tarde de sexta-feira, Ashiuchi assinou o decreto que oficializa o novo valor da tarifa. Após longa negociação com a concessionária do serviço na cidade, a passagem foi fixada em R$ 4,10. O reajuste só foi aceito pelo chefe do Poder Executivo visando diversas contrapartidas, como a construção de dois terminais em Suzano - um no Distrito de Palmeiras, para ônibus, e outro destinado a vans, no Parque Maria Helena - e a revisão de pontos de embarque e de desembarque do município. Há algumas semanas, representantes da concessionária de transporte público protocolaram a solicitação de reajuste para apreciação do governo municipal, de R$ 3,80 (valor praticado desde janeiro do ano passado) para R$ 4,90. Para Ashiuchi, mais importante que o reajuste da tarifa, a fim de que o serviço não seja sucateado no município, é a fiscalização por parte da administração local quanto ao serviço prestado, que deve ser de qualidade. "Estou cobrando contrapartidas importantes, como os terminais e as coberturas de ônibus. De qualquer forma, não podemos visar lucro, por isso achei abusivo R$ 4,90. E, por mais que cidades vizinhas fecharam (a passagem) em R$ 4,20, lutei pelos R$ 4,10. E, o mais importante, exijo qualidade. Vou cobrar por isso", complementa o gestor.