A fraude descoberta no desvio de taxas de cemitérios de Suzano vai obrigar a Prefeitura a criar um novo sistema de cobrança dos valores de sepultamento, velório e exumação. Segundo o secretário de Planejamento e Finanças, Itamar Corrêa Viana, esse novo sistema ainda está em estudo. A expectativa é que a cobrança seja feita diretamente pela administração municipal, em prazo razoável para não atrapalhar ou constranger os parentes em momentos de dor familiar. “Uma das metas do governo Rodrigo Ashiuchi (PR) é humanizar o serviço público”, informou o secretário. De acordo com a pasta, todos os munícipes que já tenham pago taxas nos cemitérios municipais nos últimos dez meses (período que há a investigação da fraude) não vão precisar pagar qualquer valor novamente. A Prefeitura garantiu ontem que nenhum munícipe será prejudicado por conta de qualquer tipo de má gestão ou possível fraude dos recursos públicos. SINDICATO O Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos da Câmara Municipal, Autarquias, Fundações e Prefeitura Municipal de Suzano repudiou ontem “com veemência qualquer tipo de fraude contra os cofres públicos”. A entidade, no entanto, informou que tem como obrigação constitucional dar todos os amparos legais e possíveis, disponibilizando o corpo jurídico para que todos os servidores acusados por algum tipo de delito ou sofrendo qualquer tipo de processo administrativo tenham amplo direito de defesa, acompanhando sindicâncias e outras formalidades. “...logicamente se provado a culpa do envolvido, que o mesmo responda pelos seus atos”, informou o sindicato em nota. O sindicato informou também que não pode deixar de questionar a estrutura funcional de uma administração municipal, “uma vez que em pleno século XXI, ainda se faça cobrança em espécie em departamentos da Prefeitura, como é o caso dos cemitérios da cidade, tendo ela empresas especializadas para criar mecanismos mais modernos para recolhimento de Taxas Públicas”. Completou dizendo que “portanto a administração tem sim sua parcela de culpa, com modelo ultrapassado e inaceitável ainda vigorando para recolhimento de taxas, propiciando oportunidades para fraudes”, concluiu a nota da entidade.