Mais de 47,7 mil alunos da rede estadual de ensino voltaram às aulas na manhã de ontem em Suzano. O movimento e o trânsito em algumas unidades escolares foram intensos durante a manhã. Na Rua José Correa Gonçalves que possui dois quarteirões, no Centro de Suzano, onde está situada duas escolas estaduais, além de unidades de ensino particular, o percurso chegava a durar até 15 minutos para a circulação dos carros. As aulas estaduais acontecem em três períodos: o matinal vai das 7 às 12h20, o vespertino das 13 às 18 horas e o noturno das 19 às 23 horas. Nas dez cidades do Alto Tietê mais de 153 mil alunos retornaram as suas atividades diárias. Em Suzano, o primeiro dia foi marcado por muitos congestionamentos na região central próximo ao meio dia, saída dos alunos. Havia carros parados em locais não autorizados, como lombadas, alunos atravessando e andando no meio das ruas e muitas vans escolares. Na próxima segunda-feira, dia 6, mais 24.823 alunos, da rede municipal, retornam aos estudos. "É congestionado assim, mas quando começa as aulas piora bastante", contou Elaine de Azevedo, de 39 anos. Ela busca a filha de sete anos que estuda em uma escola particular na Rua José Correa, e precisa dividir espaço com os pais que vans escolares que buscam crianças em uma creche próxima ao local e nas escolas estaduais Professora Luiza Hidaka e Professor Geraldo Justiniano. "É sempre assim e as vezes não anda por causa do semáforo". Karen Ferreira, de 32 anos, estima uma duração de 10 a 15 minutos para percorrer o caminho de dois quarteirões. "Os fluxos são maiores nas entradas e saídas das escolas. Chego a ficar no trânsito de 10 a 15 minutos". Nubia Natalia da Silva, de 34 anos, concordou. "O trânsito aqui muda um pouco com o retorno das aulas, porque são várias escolas, então tem um fluxo maior". Os estudantes concordam que esse é um quadro comum próximo das escolas e que o trânsito chega a ser mais intenso. "A escola não está tão cheia hoje, muitos voltam só na segunda feira, acabam emendando. Todo dia é assim, mas já chegou a ficar pior. E os alunos andam nos meios dos carros para atravessar as ruas", comentou a estudante Milene Aramake, de 16 anos. Gustavo Medeiros da Silva, de 13 anos, diz que seu pai demora para conseguir buscá-lo. "Demora até conseguir chegar, é sempre cheio assim".