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Cidades

Moradores do Duchen ficam ilhados após inundação

03 fevereiro 2017 - 07h01 Por Gabriely Machado

A Estrada do Duchen está novamente alagada com o aumento do nível da Represa de Taiaçupeba, que faz parte do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), impossibilitando o acesso de pelo menos 300 moradores. Para percorrer o caminho até o centro comercial de Palmeiras, a população utilizava a Estrada Keida Harada, para desviar da inundação. Apesar disso, o trecho que liga as duas vias têm crateras que com os períodos de chuvas se tornaram grandes poças de água, fazendo com que os moradores fiquem ilhados nas duas direções. A população cogita que esteja ocorrendo a abertura da comporta da represa, porém o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) já afirmou anteriormente que não havia qualquer previsão de necessidade de abertura das comportas. Para fazer a reportagem, a equipe do DS passou pelo trecho alagado. O local, de quem passa da Estrada do Duchen sentido Vila Ipelândia, para quem olha, parece acessível, apesar da água. Porém, ao passar com o carro havia pelo menos 40 centímetros de altura de água. O motor do veículo da reportagem por duas vezes falhou, quase quebrando no local. Do lado contrário, sentido Recreio Internacional, na ligação da Estrada do Duchen a Estrada Keida Harada, as grandes crateras cheias de água fez com que o carro da reportagem precisasse passar subindo no acostamento. O autônoma, Lara Bassetto Fernandes, de 25 anos, mora bem no meio dos dois problemas, na Estrada do Duchen. "O lado do Recreio Internacional passa um pequeno córrego e com as chuvas, os buracos ficam cheios de água. Ontem um carro velho tentou passar por um e pifou. Por esse caminho, aumenta cerca de 6 quilômetros para chegar ao centro de Palmeiras e está nessa condição. Sentido ipelândia está alagado há uns 10 dias", contou. A aposentada, Benedita de Macedo Castilho, de 63 anos, mora bem próximo a represa. Ela conta que o ônibus prefere passar pela rua alagada a percorrer o trecho esburacado. "Só o ônibus consegue passar, porque passar pelo outro caminho é muito difícil devido os buracos. Eu e meus filhos todos os dias temos que passar por lá e é uma dificuldade muito grande, os carros quebram", contou.

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