As escadas rolantes da estação Suzano têm sofrido atos de vandalismo. A prática justifica as frequentes manutenções que o equipamento passa. O período de inatividade atrapalha os usuários da Linha 11-Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A estação deverá ser finalizada após o término da segunda fase das obras. O processo deve incluir a demolição da antiga passarela, próxima a Rua Benjamin Constant. O motorista Claudinei Vasconcelos de Souza reclama das escadas rolantes. Para ele, o equipamento, relativamente novo, não poderia apresentar tantos problemas. "Toda vez está em manutenção, aí só funciona um lado e atrasa tudo. Isso não deveria acontecer, a estação é nova demais para ter defeitos". Sobre a antiga passarela, Souza já não tem mais esperanças para a remoção da estrutura. "Aquela parte abandonada deixa a cidade feia. Acho que não vão tirar de lá. Torço para que as obras terminem logo, para termos mais segurança na nova passarela planejada". A opinião é compartilhada pelo estudante Alex Lima. "Espero que o novo acesso traga mais segurança para a população. Quanto a antiga construção, acho que deveriam ter demolido antes mesmo de começar a construir a nova". Para ele, os problemas nas escadas rolantes também atrasam os usuários. "A gente tem pressa e, às vezes, só está funcionando uma escada, ou elas funcionam em sentido contrário". O fiscal de transporte alternativo Sílvio de Aciolli acredita que a estação deveria possui duas passarelas. "Não deveriam ter começado a destruir a antiga, a gente podia ter duas agora. A nova construção traz mais segurança e mais um ponto de acesso às catracas. Mas a antiga passagem também era importante, por conta dos moradores do Parque Maria Helena e principalmente pelo comércio na Benjamin". Em relação às escadas rolantes, a CPTM ressalta que durante o último ano os equipamentos sofreram atos de vandalismo e também passaram por ajustes técnicos, que são realizados durante o período de garantia da fabricante. O bom funcionamento das escadas e elevadores ainda depende de cuidados dos próprios usuários. "É necessário que os usuários evitem transportar peso excessivo, materiais que possam causar danos diversos as partes móveis desses equipamentos, não forçar as portas e não utilizar os sistemas de segurança de forma irresponsável". De acordo com a companhia, a demolição da antiga passarela acontecerá durante a segunda fase de obras na estação. O atual estado da estrutura não oferece risco de desabamento. O processo de contratação para esta segunda fase já está em andamento, e a previsão é de que as obras sejam concluídas após 12 meses do início da ordem de serviço.