A Secretaria de Estado da Educação divulgou que o transporte escolar está "completamente normalizado" em todas as cidades da região, incluindo Suzano. Os alunos haviam sido afetadas pela falta do serviço. Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Escolar do Município de São Paulo e Região afirma que apenas 33% do serviço foi regularizado. Na semana passada, das 62 escolas da rede estadual, 36 estava sem o transporte escolar. De acordo com o presidente do sindicato, Alexandre de Almeida, em Suzano deviam atuar aproximadamente 460 funcionários, entre motoristas e monitores de ônibus, e até segunda-feira apenas 150 estavam trabalhando. "Te asseguro que não é só Suzano que está com problemas”, disse. “O serviço está irregular em toda região", apontou. A secretaria disse, no final da tarde de ontem, que nenhuma anormalidade foi identificada até o momento. Os alunos do município estavam indo a pé para as escolas, alguns acompanhados pelos pais, outros sozinhos. A Diretoria de Ensino de Suzano havia divulgado que a falta de ônibus se deu por conta da reclamação de empresas concorrentes da licitação, fazendo com que o Tribunal de Justiça suspendesse o primeiro pregão para a contratação do serviço de ônibus escolar. Para regularizar, a Secretaria realizou a contratação do serviço em contrato emergencial. A equipe de reportagem do confirmou o problema enfrentado pelos alunos e pais em pelo menos cinco bairros, como o Jardim Ikeda, Parque Residencial Samambaia, Jardim Nova América, Leblon e Dona Benta que estavam sendo afetados. A rede estadual de ensino de Suzano conta com 47,7 mil alunos matriculados nas 62 escolas. A mãe de uma aluna, que estuda na EE Professora Maria Elisa de Azevedo Cintra, no Dona Benta, já havia contado anteriormente que estava levando a filha a pé a escola entrou em contato novamente com a reportagem. Ela conta que o serviço na unidade foi regularizado. Porém, por morar a menos de dois quilômetros de distância, a filha não tem direito ao serviço. "Os ônibus voltaram, mas o pessoal dos prédios onde moro não tem direito porque não tem dois quilômetros da escola. Por isso, ainda tem bastante criança indo a pé. Eu estou levando minha filha de 11 anos. Fui à escola e perguntei pra diretoria como resolver isso, mas disseram que não tem o que fazer".