O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) apresentou ontem, em reunião, com representantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), proposta de a cidade ser a primeira no Alto Tietê a viabilizar a integração entre trens e ônibus. O objetivo é reduzir o custo do trabalhador na utilização do transporte público. O encontro também contou com a presença do secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis José Vieira, e do diretor de Planejamento e Projetos da CPTM, José Augusto Rodrigues Bissacot. Técnicos da Prefeitura de Suzano também acompanharam as tratativas, assim como Valéria Riccio Genovezzi Fernandes, que, na oportunidade, representou o deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira (DEM) e o vereador José Silva de Oliveira (PMDB), o Zé Lagoa. Segundo Ashiuchi, a ideia para a integração de ônibus e de trens tem como principal finalidade reduzir o impacto das tarifas do transporte público no orçamento da população. O plano envolve a implantação de catracas e de validadores do Cartão BOM na estação Suzano da CPTM e nos atuais e futuros terminais rodoviários urbanos (hoje, Suzano conta com o Terminal Rodoviário Norte e tem planos para a construção de um Terminal Rodoviário no Distrito de Palmeiras), viabilizando desconto aos usuários que utilizarem ambos os serviços em um determinado intervalo de tempo. A proposta de integração deverá passar por estudos para a validação dos órgãos. Serão levados em consideração os exemplos de outras cidades da Região Metropolitana de São Paulo, como Jandira, Itapevi e Barueri. Não há previsão de data para o fim dos estudos e a implantação da integração. No entanto, Ashiuchi afirmou que, em breve, vai se reunir com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, para tratar sobre o assunto. A reunião foi agendada, num primeiro momento, pelo Executivo suzanense e a CPTM, a fim de debater sobre a substituição da passarela sobre a via férrea da companhia, localizada na Rua Doutor Prudente de Moraes. A passagem, que tem início próximo à Rua Benjamin Constant, foi interditada em 2015 por questões de segurança estrutural. Novas estratégias quanto ao processo de construção de uma nova estrutura devem ser adotadas após a municipalidade entrar em acordo com o órgão de transporte metropolitano e a sociedade. As partes envolvidas, inclusive, chegaram à conclusão de que a substituição da estrutura demandará mais estudos, visando conciliar o bem-estar dos usuários ao custo-benefício da obra, bem como ao impacto na região e ao ônus que será compartilhados entre a municipalidade e CPTM. Ashiuchi reiterou, ainda, que o curso da ação também deverá contar em um debate com a população e comerciantes. A CPTM apresentou dois projetos para construção da passarela, reivindicação dos moradores do Parque Maria Helena. Ao apresentar o projeto ao prefeito, Bissacot revelou que para a construção da passarela haverá a necessidade de desapropriar vários estabelecimentos comerciais na área. Ele explicou que o projeto que prevê a instalação de um elevador é o que desapropriaria menos pontos comerciais. O custo total de desapropriação para isso seria em torno de R$ 5 milhões. Este total entraria como responsabilidade da prefeitura, assim como a manutenção do elevador. A CPTM ficaria com o custo do projeto e da construção. Ashiuchi disse que em até dois meses a administração deverá decidir o que será feito, já que, além do alto custo das desapropriações, a própria construção poderá retirar do local os comerciantes que estão pleiteando melhorias. Outro fator que pode barrar a obra é que, caso ela seja feita, impedirá que a Prefeitura faça um corredor de ônibus na Prudente de Moraes, pois há a necessidade de aumentar a via.