No Alto Tietê, seis em cada dez produtos exportados são de Suzano. Balanço do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgado ontem apontou que o município é responsável por 66,8% dos produtos encaminhados para a fora do País. Mogi das Cruzes aparece em segundo lugar, com 22,9%; Poá vem em terceiro com 4%, enquanto os outros municípios somam 6,3%. Suzano também é o principal importador da região, respondendo por 65,6% das importações da região. Mogi das Cruzes novamente aparece em segundo, com 22,8%, e Guararema ocupa o terceiro lugar, com 4,6%. Os outros municípios foram responsáveis por 7% das compras em outros países. RANKING A Diretoria Alto Tietê do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) informou que fechou 2016 na 24ª posição no ranking da exportação paulista. O levantamento abrange a participação das 39 regiões industriais nos US$ 52,6 bilhões da pauta exportadora estadual, responsáveis por 28,4% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no acumulado no ano passado. O levantamento do Ciesp e da Fiesp, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostra que pelo segundo ano o Alto Tietê (Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano) reduziu as exportações e, com isso, perdeu mais uma posição no ranking estadual, saindo da 24ª colocação para a 23ª. Em 2014, a região chegou a ocupar o 20º lugar no Estado. Na comparação com 2015, a remessa de produtos ao exterior dos oito municípios que compõem a Regional do Ciesp Alto Tietê no acumulado no ano de 2016 caiu 4%, passando de US$ 772,2 milhões para US$ 741,5 milhões. Os números são contrários ao registrado no Estado de São Paulo, que ampliou em 1,8% as exportações. As importações também caíram no Alto Tietê mais uma vez. Em comparação com 2015, a redução foi de 17,9%, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 983,1 milhões no acumulado de 2016. Com isso, a corrente de comércio regional (exportações e importações) teve retração de 12,5%, indo de US$ 1,97 bilhão para US$ 1,72 bilhão. O saldo da balança comercial, no acumulado no ano de 2016, foi deficitário em US$ 241,6 milhões, uma queda de 43,3% em relação a 2015, quando o déficit foi de US$ 426 milhões, uma queda de 43,3%.