Os motoristas que passam pelo trecho entre as estradas dos Fernandes, Santa Mônica e a Rua Regina Cabalau Mendonça chegam a enfrentar até 800 metros de congestionamento nos horários de pico. O grande fluxo de veículos oferece risco aos pedestres e a implantação de um semáforo é a sugestão de quem sofre com o problema. De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, a situação já é de conhecimento da pasta. Estudos técnicos são desenvolvidos para a melhor solução do trecho. A complexidade do caso faz com que cada possível recurso seja avaliado, em relação aos impactos que podem ser gerados àquela área. Além disso, a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos informou que a Avenida Senador Roberto Simonsen, via que se localiza próxima à região congestionada, passa por processos de revitalização. No momento, as obras aguardam a empresa que vai realizar a locação do maquinário e equipamentos para o início das intervenções. POPULAÇÃO O analista logístico Alessandro Antonichen trafega diariamente pelo trecho durante os horários de pico. O morador do Jardim Quaresma acredita que a tendência é que o congestionamento piore, depois que o acesso entre o Rodoanel Mário Covas (SP-21) e a Estrada dos Fernandes seja estabelecido. "O pico é entre 6 e 7 horas, no horário da manhã, e depois das 17 às 18 horas. Hoje passei por volta das 10 horas e ainda havia resquícios do fluxo intenso. Às vezes, tem até 800 metros parados, entre a Estrada Santa Mônica e o semáforo da Rua Armando de Salles. A tendência é que a condição piore com o acesso ao Rodoanel. O movimento vindo dos condomínios também agrava a situação". A frentista-caixa Alessandra Feraci diz que acidentes acontecem nos cruzamentos entre a Rua Regina Cabalau Mendonça e a Estrada Santa Mônica, com acesso a Poá. Para ela, a implantação de um semáforo é indispensável. "Aqui é muito congestionado. Precisava de um semáforo neste lugar, para educar o trânsito e consequentemente trazer mais segurança. Vêm muitos carros de Poá e da Vila Barros durante os horários de pico. As condições de pavimentação não ajudam". A opinião é compartilhada pelo comerciante Juarez Saturno Nunes. "A tarde tem muito movimento, porque o pessoal está voltando do trabalho. Um semáforo seria o essencial porque é muito difícil para os pedestres atravessarem". Já o vendedor Leosandro Profilho Teixeira de Deus, acha que um semáforo seria inviável. "É difícil uma solução. O trafego é intenso, os carros não podem parar. Um semáforo não funcionaria neste caso".