O ano começou com indicadores negativos para a indústria do Alto Tietê. O nível de emprego industrial na região registrado no mês passado foi de -0,42%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas empresas instaladas em Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. O resultado divulgado ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) deixou o Alto Tietê entre as 13 regiões paulistas que registraram saldo negativo no nível de emprego em janeiro, enquanto outras 18 tiveram variação positiva e quatro ficaram estáveis. Com isso, a região ficou aquém também da média estadual, que foi de 0,31%. “Os números gerais apontam para o início de uma recuperação da indústria, porém essa tendência ainda não alcançou todas as regiões do Estado e não chegou no Alto Tietê. Depois de seis mil demissões em 2016, era esperado uma estagnação nesse processo já no início do ano. Isso não aconteceu, mas ainda temos a expectativa de que nos próximos meses a indústria da região se estabilize para, depois, pensar em retomada”, avalia o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro, ao comentar que a região concentra grande número de empresas metalúrgicas e químicas, setores da indústria de transformação bastante comprometidos pela crise. “O governo precisa avançar rapidamente com as reformas tributária, trabalhista e previdenciária para que a economia possa reagir e o consumo ser retomado”, diz. Em janeiro deste ano, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Máquinas e Equipamentos (-1,88%); Produtos Químicos (-0,86%); Produtos Alimentícios (-0,14%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-0,33%).