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Cidades

Levantamento revela 231 locais e 1,4 mil pichações no Centro

19 fevereiro 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado

Pelo menos 1.402 pichações podem ser encontradas pelas ruas General Francisco Glicério e Benjamin Constant, na área central. No primeiro semestre deste ano, mais de 231 locais, públicos e privados, entraram para a lista de alvo dos pichadores. Entre eles estão Posto Fiscal, Câmara Municipal e Prefeitura. As informações fazem parte da 1ª edição, deste ano, do projeto Antipichação, iniciativa desenvolvida por um ex-detetive suzanense desde 1996. De acordo com o dossiê, na Francisco Glicério existem pelo menos 742 pichações contra 660 na Benjamin, os rabiscos mais antigos datam de 1992 e os mais novos foram feitos no último mês, segundo a pesquisa, o número de pichações em ambas as ruas pode ser ainda maior, uma vez que diversas tags não foram contabilizadas em razão da degradação do tempo. O balanço aponta também que o número de pichações subiu no segundo semestre de 2016 e chegou a 213 novos rabiscos. "Os números correspondem apenas ao quadrilátero central, Rua Doutor Prudente de Moraes, Avenida Brasil, Armando de Salles Oliveira, Regina Cabalau Mendonça, Baruel e Avenida Antonio Marques Figueira". Para este ano, o dossiê aponta mais de 231 alvos na lista dos pichadores. Entre os locais estão 215 estabelecimentos comerciais, seis agências bancárias, muros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dos cemitérios, Câmara, Prefeitura, Posto Fiscal, Grau do Corpo de Bombeiros, escolas estaduais e municipais, Centro Unificado de Serviços, Guarda Civil Municipal (GCM), além de obras em construção. Para o ex-detetive e pesquisador da causa, para combater as pichações e a vinda de pichadores para a cidade é necessário a criação de uma lei rígida que aplique multa e penalidades para quem for pego em flagrante. Além disso, ele defende a ampliação do videomonitoramento e ações da GCM. O balanço revela também que a Guarda Civil foi responsável pelo flagrante de pelo menos 16 atos, entre 2014 e 2015, as ações aconteceram tanto durante o dia quanto no período da noite. As informações apontadas pelo projeto Antipichação fazem parte de pesquisas in loco, realizada pelo ex-detetive, que se infiltra, com disfarces, entre os pichadores. A Prefeitura de Suzano foi procurada para confirmar os dados referentes à GCM e apontar a possibilidade da implantação de uma lei específica. A administração destacou apenas a implantação de projetos como o Cidade Limpa e Arte Pública.

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