A falta de moedas em circulação tem trazido dificuldades para o comércio em Suzano na hora de passar o troco. Para continuar o trabalho, os comerciantes pedem ajuda entre si e procuram o dinheiro nos bancos. Mesmo assim a falta é percebida e reclamada por muitos. A maior falta é das moedas de R$ 0,05 R$ 0,10 e R$ 1. A dificuldade de encontrar as moedas também se deve a população que costuma economizar usando os famosos cofrinhos. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a população brasileira guarda em bolsos, cofrinhos e gavetas 7,4 bilhões de moedas. O total de moedas acumuladas representa 32% das emitidas até dezembro de 2015, de acordo com dados do Banco Central. A vendedora de uma bomboniere na Rua Monsenhor Nuno, no Centro, Viviane Aparecida Pires Carvalho, de 23 anos, diz que o dinheiro ainda é o mais usado pelos clientes para comprar doces, devido ao baixo valor das mercadorias. Com isso, o troco são miúdos. "Temos três bombonieres então vamos dividindo as moedas, mas, às vezes, falta. As que mais faltam para a gente são as de R$ 0,05 e de R$ 0,10", contou. O proprietário de uma padaria na Rua General Francisco Glicério, Nilton Silva Santos, acaba procurando as moedas nos bancos. "A gente sente muita dificuldade com isso. Acabamos pegando no Banco do Brasil, porque temos conta lá. Aqui é muito difícil porque ninguém nunca tem troco", comentou. Para ele, R$ 0,05 e R$ 0,10 também são as moedas mais difíceis de encontrar. "Aqui apenas 40% é cartão de crédito e débito. O pessoal diz que o metrô acaba recolhendo muita moeda também". Patrícia Ramos, de 26 anos, também reclama do problema. Ela é gerente de uma loja de acessórios na Glicério. "Eu peço para o pessoal da lanchonete. Está muito difícil. Acho que o banco só libera R$ 50 e R$ 100, só pode", contou. Gilberto Neves de Jesus, de 20 anos, também trabalha com acessórios na Glicério. "Acho que guardarem as moedas em cofres é o principal motivo de não ter dinheiro no mercado. Está guardado em algum lugar e no banco que não é", opinou. A proprietária de uma loja de presentes na Praça dos Expedicionários até brinca que vai parar de vender cofrinhos. "Tem muita procura por cofrinhos e eles guardam moedas de R$ 1. Isso afeta muito. O que eu mais sinto falta é a moeda de R$ 1 e também notas de R$ 2 e R$ 5. Aqui é 80% cartões, mas falta moeda. Pedimos aos clientes mesmo que troquem as moedas conosco", contou Patrícia Paiva, de 40 anos.