A limpeza, que está sendo realizada no Rio Tietê, vai retirar 343 metros cúbicos (m³) de detritos do Rio Tietê, além de remoção de grandes pedras e rochas. O objetivo é facilitar o escoamento do rio e evitar inundações. O desassoreamento está dividido em três trechos na região. A previsão é de que os serviços em Suzano comecem em julho. Os dados foram passados ontem durante anúncio de limpeza de mais um trecho feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. “O rio aprofundado ajuda a macrodrenagem de São Paulo, porque o Tietê é o grande ralo de São Paulo. Todos os rios confluem para ele, então, melhora o rio Aricanduva, o Cabuçu, o Mandaqui, enfim, melhora toda a macrodrenagem”, afirmou o tucano. O deputado estadual Estevam Galvão (DEM) participou do encontro e questionou as autoridades estaduais sobre o cronograma de obras na região do Alto Tietê. "Suzano pertence ao lote de obras de Itaquaquecetuba - Mogi das Cruzes, já contratado e iniciado no trecho mogiano. Ocorre que em Suzano temos um terreno com margens muito úmidas, o que inviabiliza o trabalho no período de chuvas. O desassoreamento do rio em Suzano terá início em julho, no período de estiagem", afirmou o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Ricardo Borsari. A informação foi confirmada minutos depois pelo governador, durante entrevista coletiva à imprensa. No trecho Itaquá - Mogi o desassoreamento chega a 44,2 quilômetros de rio, iniciando no Córrego Três Pontes, na divisa de São Paulo com Itaquá, e o Córrego Ipiranga, em Mogi. As máquinas estão removendo um total de 343 mil metros cúbicos de sedimentos depositados no fundo do canal, o que deverá contribuir para evitar inundações na região. "Lutamos por muitos anos por este desassoreamento, uma obra cara, mas importante para garantir o fim das enchentes nos bairros Vila Maluf, Parque Maria Helena e região, em Suzano. O trabalho inclui também a remoção de grandes pedras e rochas para facilitar o escoamento do rio", apontou o deputado. De acordo com o superintendente do DAEE, as máquinas já concluíram o trecho Estaleiro-foz do córrego Ipiranga, em Mogi, desassoreando cerca de 900 metros a jusante do córrego, removendo um total de 46 mil metros cúbicos de sedimentos e 430 metros cúbicos de rochas. Os equipamentos estão sendo deslocados para o próximo trecho, de 2,8 mil metros, do Estaleiro ao Parque Leon Feffer, que inclui a foz do córrego Matadouro e ribeirão Canudos. No total, o governo do Estado está investindo R$ 37,7 milhões somente na região. O trabalho começou em agosto de 2016 e deverá ser concluído em fevereiro do próximo ano.