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Cidades

Condomínio pode acionar Justiça alegando ‘boicote’ dos Correios

05 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Condomínio pode acionar Justiça alegando ‘boicote’ dos Correios

Os moradores do Condomínio Residencial Pegasus, localizado na Rua Benjamin Constant, alegam não receber as entregas dos Correios durante uma semana. O mal entendido teria acontecido há 15 dias, quando o carro da empresa insistiu em estacionar na área de recuo, enquanto realizava o serviço, atrapalhando assim o fluxo de veículos na entrada e saída do portão. Depois de ter as entregas suspensas, os condôminos descobriram que, possivelmente, um funcionário da empresa estaria falsificando assinaturas a fim de que as encomendas não chegassem aos destinatários do prédio. Após encaminhamento de notificação extrajudicial, o síndico conseguiu reaver a situação. Porém, pretende acionar a Justiça, caso não receba esclarecimentos convincentes sobre as falsificações. A empresa dos Correios afirmou que apura o caso. De acordo com o responsável pelo condomínio, Paulo Gherardini Rodrigues, depois de alguns episódios de obstrução da passagem, uma placa foi fixada no local, indicando que os serviços de entrega deveriam aguardar em uma das vagas da rua. Segundo os relatos, os Correios foram a única empresa a desrespeitar a norma de segurança do prédio. Por conta disso, os agentes deixaram de levar as encomendas ao endereço. Durante os dias suspensos, câmeras flagraram a realização de entregas apenas aos vizinhos. O serviço de cartas, feito a pé, não foi prejudicado. O boicote teria sido descoberto por um dos moradores que rastreava o pedido pelo site, ao perceber que não foi entregue, mas sim devolvido ao remetente. O biomédico Hidinei dos Santos Farias foi um dos prejudicados. "No dia 15 de fevereiro, meu pedido do Mercado Livre retornou. Fui à agência pegar de volta, só consegui reaver depois de muita insistência. Neste dia, eu ainda trouxe encomendas de outros moradores. Mas minha sogra esperava um documento vindo do Japão, que também foi devolvido ao país de origem. Agora segue para o Brasil novamente". Gherardini conta que, no Centro de Distribuições dos Correios em Suzano, um funcionário teria admitido as represálias. "Uma moradora foi até a unidade reclamar e um funcionário confirmou a boicotagem. É um mero capricho", diz.

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