Vinte e três em cada 100 mulheres (23%) trabalham sem carteira assinada em Suzano. De um total de 47.209 pessoas do sexo feminino, que declararam trabalhar ao Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 10.668 exercem a função informalmente. O número chama a atenção hoje, data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, principalmente porque é bem maior do que o número de homens no mercado informal. Eles representam 14% (14 em cada 100) do total, já que dos 65.626, que trabalham, 9.478 não possuem carteira assinada. Os números são do Censo Demográfico 2010 e trazem um perfil da mulher no mercado de trabalho. Do total de mulheres que trabalham sem carteira assinada, 4.643 (9,83%) realizam funções domésticas e 6.025 (12,76%) estão em outro ramo de trabalho que não foi especificado pelo IBGE. A pesquisa aponta ainda que 8.305 pessoas do sexo feminino trabalham por conta própria, 510 são empregadoras e 263 trabalham com produção própria para o consumo. Entre as funções em que tem maioria das mulheres trabalhando, o instituto frisa que 12.940 exercem funções de serviços e vendedoras nos comércios e mercado. Este maior número é seguido por "ocupações elementares", com 10.547 e trabalhos em apoio administrativo, com 6.632 mulheres. HORAS Com relação a quantidade de horas, a maior parte (45,26%) trabalha entre 40 e 44 horas por dia, seguida de jornada de 45 a 48 horas, com 6.649 mulheres (14,08%). O menor número são das que trabalham até 14 horas, com 8,1%. Neste caso, o cenário é semelhante ao do universo masculino, já que 49,53% deles têm jornada de trabalho entre 40 e 44 horas. SALÁRIO Já com relação ao salário, o IBGE aponta que a maior parte ganha entre um e dois salários mínimos, com 19.364 mulheres, seguidas das que ganham entre meio e um salário mínimo, com 12.758 pessoas. Já com relação aos homens, a maior parte ganha equivalente às mulheres, já que 29.111 recebem entre um e dois salários mínimos, porém na segunda colocação está uma remuneração maior do que a recebida por elas, já que 10.815 homens ganham entre 2 e 3 salários mínimos.