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Cidades

Indústrias fecham bimestre com a perda de 500 postos de trabalho

17 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Indústrias fecham bimestre com  a perda de 500 postos de trabalho

As indústrias do Alto Tietê fecharam o primeiro bimestre deste ano com o fechamento de 500 postos de trabalho. As demissões acumuladas nos dois primeiros meses do ano correspondem a 8% do total registrado em 2016 (6 mil vagas). Os números foram divulgados ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e faz parte do levantamento mensal do nível de emprego industrial. Somente no mês passado, a variação ficou em -0,43%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas oito cidades que integram a diretoria Alto Tietê ( Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano). Com o resultado de fevereiro, o Alto Tietê terminou o primeiro bimestre de 2017 com retração de 0,85% no nível de emprego. Nos últimos 12 meses, o acumulado no nível de emprego industrial é de -8,23%, equivalente ao fechamento de 5.150 postos de trabalho. A pesquisa mostra que, no mês passado, o nível de emprego ficou negativo na maioria das regiões industriais paulistas - das 35 pesquisadas, apenas 9 tiveram saldo positivo e 2 ficaram estáveis. O Estado, que tinha registrado indicador favorável em janeiro, no último mês também contabilizou variação negativa de 0,14%. Ainda assim, uma média superior a do Alto Tietê, que encerrou o mês na 23ª posição no ranking das regiões industriais. "Apesar de ainda permanecer negativo, há um fator favorável que precisa ser considerado no Alto Tietê, que é a estabilidade. Ocorreram demissões em fevereiro, mas no mesmo patamar de janeiro e próximo do registrado também em dezembro. Existe uma tendência de lenta recuperação, já verificada em algumas outras regiões, e essa estabilidade reforça a expectativa de melhora também no Alto Tietê nos próximos meses", ressalta o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. "Temos aí a liberação das contas inativas do FGTS que deve contribuir para o aumento do consumo, mas para que o investimento na produção aconteça realmente, é fundamental uma redução mais acelerada das taxas de juros e o aumento da oferta de crédito", acrescenta o dirigente. O nível de emprego de fevereiro foi influenciado pelas variações negativas de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,79%); Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1,28%); Produtos Químicos (- 0,07%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,23%).

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